(Projecto de demolição aprovado (!) em 2006)
23/Mai/2008
Lisboa é para carros não para pessoas - prova #203
Rua Marquês Sá da Bandeira, Lisboa, junto ao jardim da Gulbenkian.
60 cm é quanto sobra entre o muro e as bases dos vários candeeiros que existem ao longo do passeio. Ali não passam duas pessoas lado a lado a conversar, não passa uma cadeira de rodas, não passa um carrinho de bebé, e só com alguma dificuldade passa um peão de bengala ou com compras.
A rua não é estreita, o trânsito é pouco intenso não fazendo qualquer sentido atribuir-lhe 6 faixas (4 de rodagem e duas de estacionamento), logo resolver o problema é mais que fácil. Quantas mais décadas vão passar até que isto também se torne óbvio na cabeça dos responsáveis da Junta de Freguesia e da Câmara?
O que era um deserto de lixo é agora um dormitório de luxo
In Público (22/5/2008)
Catarina Prelhaz
«O Parque das Nações continua a ser um mundo de dois hemisférios: sucesso urbanístico ou tecido desestruturado?
(...) O centro aspira e transpira a Oriente e Ocidente cerca de uma centena de pessoas por minuto. Carros de todos os tamanhos e feitios são bombeados à vez para os subterrâneos. Dezenas entrincheiram a Alameda dos Oceanos, ali mesmo, paredes meias com as bicicletas e carros a pedal a abarrotar de crianças.
(...) O lado sul do Parque é "assim", um "dormitório de luxo" e nada mais, lamenta Maria Augusto, 62 anos. Anda há dois para comprar ali casa e só não se mudou ainda porque não quer "viver no deserto". "Aqui só há imobiliárias porta sim, porta sim, porque nenhum outro comércio se dá bem com o Centro Vasco da Gama, que arrebata tudo. Gosto dos apartamentos - são extraordinários - da vista, do passeio sem carros ao longo do rio, mas falta bairrismo, espaços de convívio. Tudo isto me faz lembrar um filme do Antonioni, O Eclipse: as ruas vazias, a cidade deserta. Definitivamente, a parte norte não é um tecido urbano estruturado."
António Cabrita, 77 anos e ali morador há um par deles, completa a lista de "defeitos". "Transportes? Péssimos. Passam todos pela Gare do Oriente, a meia hora daqui. Finanças? Longe, só nos Olivais. Centro de saúde? Quando quis pedir a transferência, disseram-me que era na Encarnação e, só em transportes, perde-se uma manhã. Escolas? A parte norte é uma maravilha, aqui outro problema. Lá até há um parque infantil, aqui nem vê-lo. Estacionamento? Outra desgraça. Nem sequer há policiamento."
Mas o que desagrada a todos é a construção cavalgante, que teima em preencher o esqueleto do Parque, estrangulando as juntas verdes que entremeiam os edifícios. Em frente ao Oceanário, está a nascer um complexo de escritórios e um pouco por todo o recinto brotam mais e mais prédios de habitação. "Cada vez existe mais urbanização e menos espaços verdes. É um exagero", censura João Afonso, 40 anos.
Carlos Conde, 71 anos, formador de Turismo, é da mesma opinião. "Só espero que agora não estraguem o que já foi feito. A urbanização pós-Expo é um caso raro de sucesso, ao contrário do que aconteceu em Sevilha. O casino garante vida à noite, o Pavilhão Atlântico traz os melhores artistas do mundo, há exposições. Para quem como eu vive do turismo, o Parque das Nações é um óptimo sítio para empatar clientes." »
«Futuro suspenso
Um projecto entre o sucesso e o impasse
Cortejo de incertezas debaixo da pala de Siza Vieira
O Pavilhão de Portugal espelha o impasse em torno de alguns dos mais emblemáticos espaços da Expo-98. Dez anos passados, a famosa pala em betão aguarda por uma utilização condigna. O equipamento, ambicionado para sede do Conselho de Ministros, tem sido alugado para banquetes. O ex-presidente da câmara lisboeta Carmona Rodrigues tentou a permuta do imóvel para uso cultural e José Berardo também o cobiçou. A actual vereadora Helena Roseta (Cidadãos por Lisboa) defende que ali seja mostrada a colecção de design de Francisco Capelo.
Marina assoreada espera pela prometida requalificação
Uma espécie de marina "seca" (leia-se lamacenta) foi no que se transformou o espaço onde deviam atracar embarcações de recreio. Nem o facto de a exposição mundial ter sido dedicada aos oceanos salvou o equipamento do estado lastimável em que se atolou até ser desactivada há mais de cinco anos. As prometidas obras de requalificação, orçadas em dez milhões de euros, visam permitir a amarração de 580 embarcações, de entre dez a 15 metros. Os trabalhos, segundo a administração da Parque Expo, devem estar concluídos até ao Verão de 2009.
Uma igreja para acolher a fé dos residentes da nova cidade
A nova igreja projectada para a zona norte do recinto da Expo, junto ao Parque Tejo, só deve ficar concluída em 2013, mas para convencer os mais cépticos já foi assinada a escritura do terreno. O projecto, estimado em 4,5 milhões de euros, prevê lugares para 650 pessoas, zona de restauração e uma sede para escuteiros.
Uma mão-cheia de projectos novos e outros com mofo
Enquanto a Torre Vasco da Gama espera há muitos anos pela sua projectada adaptação hoteleira, de forma a tirar partido da sua excelente localização aberta ao Mar da Palha, na Avenida D. João II está previsto um campus da Justiça, distribuído por dez edifícios e outras tantas lojas. O investimento poderá chegar aos 200 milhões de euros. Um supermercado e uma loja gourmet do El Corte Inglés também é apontado para esta área, onde falta um centro de saúde e a única escola está lotada. »
Está visto: é um «sucesso». Venham mais ...
22/Mai/2008
Plano de Intervenções no Espaço Público e Espaços Verdes de Lisboa 2008/2009
As calendarizações do Plano de Intervenções no Espaço Público e Espaços Verdes estão disponíveis para quem as conseguir ler (dado que a resolução das imagens é muito baixa) aqui e aqui
Museus 'a la carte'
Continuando a esquecer que, no quadrante ocidental, património e materialidade são indissociáveis, o Estado mostrava, uma vez mais, até onde pode ir o desprezo com que tem lidado com os museus sob a sua tutela, vários deles vendo-se obrigados a ter caixas de esmolas nos balcões de bilheteira para poder fazer face ao dia-a-dia.
A saga do extinto Museu de Arte Popular, porém, ainda não terminou. Na semana passada, o actual ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou “estar a rever” a localização do futuro Museu do Mar da Língua. De acordo com a agência Lusa, “o ministro disse ter a intenção de “dar continuidade” ao projecto iniciado por Isabel Pires de Lima, mas considera “mais adequada” a sua instalação na actual estação ferroviária do Rossio, no centro de Lisboa: em defesa do seu argumento, Pinto Ribeiro referiu a localização do Museu da Língua Portuguesa em S. Paulo (Brasil), “num interface, de metro/comboio onde passam milhares de pessoas”. O projecto do Museu do Mar da Língua, esse, tinha, à sua chegada ao ministério, “apenas uma execução de 2%”. O prazo de execução termina no final deste ano, dado o projecto ser financiado pelo Plano Operacional da Cultura (POC). A política dos museus a la carte é assim.
A circular das colinas morreu. Viva a circular do planalto!
Nova ponte: Intervenções rede viária Lisboa no caderno encargos
As intervenções na rede viária de Lisboa reclamadas pela Câmara de Lisboa pela construção da terceira travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, constarão do caderno de encargos da ponte, disse à Lusa autarca da capital.
António Costa tem vindo a reclamar que os «impactos» sobre a capital da nova ponte, ao nível ambiental e paisagístico, sejam compensados através de uma «intervenção num conjunto de vias circulares da cidade».
O eixo da Avenida dos E.U.A. com ligação à Avenida Gago Coutinho, o atravessamento de Entrecampos e o cruzamento do Hospital de Santa Maria com a Avenida Álvaro Pais, o eixo da Avenida de Berna, nomeadamente na Praça de Espanha e a ligação das Olaias à avenida central de Chelas são algumas dessas intervenções.
António Costa tem apontado igualmente a necessidade de ser realizada uma alternativa à chamada «Circular das Colinas», «que aproveite o túnel do Marquês e as ligações do Marquês à Avenida Almirante Reis, onde serão incluídos sentidos únicos».
O autarca prevê ainda uma «intervenção pesada» na ligação da Almirante Reis à Avenida Mouzinho de Albuquerque e uma variante à Baixa, que implicará mudanças no Terreiro do Paço.
A aposta nos transportes públicos da cidade é outras das contrapartidas que António Costa reivindica e antes de ser conhecida a opção Chelas-Barreiro o autarca começou a defender que «do conjunto das portagens que servem vias radiais à cidade de Lisboa, uma parte deve ser mobilizada para financiar o sistema de transportes públicos da cidade».
Minimizar o impacto visual da terceira travessia está a revelar-se uma tarefa mais difícil, já que o estudo pedido por António Costa ao Ministério das Obras Públicas concluiu que a diminuição da altura do tabuleiro da ponte não deverá ser possível sem comprometer a navegabilidade do Tejo.
A altura prevista de 47 metros só poderá ser diminuída ou para 42,5 metros, o que não é significativo, ou para 27 metros, comprometendo a navegabilidade do rio.
Neste contexto, relocalizar o terminal de granéis do Porto de Lisboa, uma hipótese que António Costa chegou a colocar em cima da mesa para ser negociada com o Governo, não resolveria o problema.
A altura de 27 metros deve-se à necessidade de fazer entrar por túneis desnivelados a linha ferroviária de alta velocidade, a linha suburbana para o Oriente, a linha suburbana de Cintura, e ainda o túnel rodoviário .
De que serve falar nos transportes públicos, bicicletas e sei lá que mais, quando no fim temos ali uma circular das colinas recauchutada?
21/Mai/2008
LISBOA 2011: menos de 500 mil habitantes?
Frente Ribeirinha/ polémica (2)
Também a «construção, em túnel, de uma ligação viária entre o Jardim Afonso de Albuquerque e a Praça Cerimonial» (mais conhecida por Pátio das Missas, aliás), custa a engulir. Mais valia terem deixado lá estar a passagem de nível, com o respectivo polícia sinaleiro. O túnel pode ser muito bonito na prancha de desenhador mas, além de colocar mais carros junto ao rio, vai desfigurar toda a envolvente. Passagens inferiores só para peões, S.F.F
Frente Ribeirinha/ polémica (1)
A Resolução do Conselho de Ministros prevê a construção de estacionamento subterrâneo nestes dois locais, com capacidade para 750 automóveis, mantendo-se o estacionamento à superfície junto ao lado poentes do Museu da Marinha, e junto à estação fluvial.
Sobre os locais, se a construção sob o futuro edifício do Museu dos Coches não levanta problemas de maior (o problema é saber até que ponto não seria preferível adaptar os edifícios da antiga manutenção militar, em vez de construir de raíz ... com o perigo visual que isso acarreta...), já o esventramento do subsolo no cruzamento da Rua dos Jerónimos/ Rua de Belém e Jardim de Vasco da Gama levanta as maiores precauções..
Quanto à capacidade, não é claro se os 750 lugares são para os dois parques em conjunto, se cada um deles, perfazendo assim os cerca de 1.600 constantes do documento da Parque Expo. Aguarda-se por desenvolvimentos...
Apresentação do Plano de Urbanização de Alcântara e do Plano de Pormenor da Baixa Pombalina
In Site da CML:
«Com o objectivo de aprofundar a participação dos munícipes nos instrumentos de planeamento territorial, a Câmara Municipal de Lisboa vai realizar sessões de apresentação à população do Plano de Urbanização de Alcântara e do Plano de Pormenor da Baixa Pombalina.
Nas primeiras sessões serão apresentados os termos de referência dos respectivos planos e far-se-á o esclarecimento sobre o alcance e o modo de funcionamento destes instrumentos de planeamento. Depois, haverá tempo para o debate e para a apresentação de sugestões.
Estão previstas outras sessões que permitirão um maior envolvimento dos cidadãos nas decisões dos planos.
Apresentação dos Termos de Referência do Plano de Urbanização de Alcântara
26 de Maio - às 18h30 - Auditório da Junta de Freguesia de Alcântara
Rua dos Lusíadas, 13 – 1º
Tel. 213 615 200
Apresentação dos Termos de Referência do Plano de Pormenor da Baixa Pombalina
dia 29 de Maio - às 18h30 – Salão Nobre do Ministério das Finanças
Entrada pelo Átrio de Acesso ao Ministério das Finanças
Ala Oriental da Praça do Comércio
Tel. 218 846 687
Pode consultar os Termos de Referência Planos em http://ulisses.cm-lisboa.pt»
Junta de Freguesia de S. João de Deus e colectividade ganham novas instalações
In Lusa (via LisboaLisboa;-))
«Lisboa, 20 Mai (Lusa) - A colectividade Ramiro José e a Junta de Freguesia de São João de Deus receberam hoje as chaves do novo edifício da REFER, entregues pelo vice-presidente da autarquia de Lisboa, Marcos Perestrello e presidente da REFER Luís Pardal.
Numa cerimónia de entrega e recepção do edifício da REFER foram assinados os respectivos autos e procedeu-se à entrega das chaves
O grupo dramático Ramiro José vai partilhar as instalações do novo prédio da Rua João Villaret 7/13 com a Junta de Freguesia de São João de Deus.
"Foram mais de dois anos de espera para termos uma nova sede. Este passo representa um relançamento da nossa história, e hoje começamos uma nova fase em colaboração com a REFER, a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia de São João de Deus", disse à Lusa Miguel Silva Pereira, presidente da direcção do Grupo Dramático Ramiro José.
"Os governantes vão mas as obras perduram" afirmou Rui Pessanha da Silva, presidente da Junta de Freguesia de São João de Deus, congratulo-se com as novas instalações da Junta de Freguesia de São João de Deus.
"Finalmente conseguimos que este processo fosse para a frente, após 10 anos", advertindo ao mesmo tempo as autarquias para os sucessivos atrasos na concessão e requalificação do património público.
A Junta de Freguesia de São João de Deus funcionava há mais de 10 anos num andar na Alameda Afonso Henriques tendo vindo a desempenhar de forma deficiente as suas funções.
Filipe Luís Pardal, presidente da REFER, mostrou-se ao mesmo tempo "contente e aliviado".
"Sabia que estávamos em falta e este processo decorria há muitos anos, e já tinham sido ultrapassado os prazos", disse à Lusa.
Questionado acerca do atraso desta obra, que demorou oito anos a ser concluída, o presidente da REFER explicou que "tudo o que executámos foi numa zona urbana muito densa e houve dificuldades inerentes à localização e ao tipo de solução que foi considerado neste processo de compensação."
Filipe Luís Pardal admite que este atraso foi da responsabilidade da REFER e da Câmara Municipal de Lisboa, "as entidades obrigadas a concretizar o edifício e a projecção do parque de jogos".
"O parque de jogos está concluído e a única coisa que falta neste momento é uma questão contratual porque o espaço onde se encontra (o parque de jogos) é um espaço do domínio público ferroviário, apesar de as instalações terem sido já cedidas à Câmara é preciso fazer uma concessão para o espaço físico".
Assim, a REFER fez uma concessão à autarquia de Lisboa, por 40 anos, por um preço simbólico de 5 euros por ano e, após essa concessão, a autarquia terá legitimidade para conceder ao sub-concessionário Ramiro José, os terrenos para o parque de jogos, sendo apenas necessário "ultrapassar uma questão formal e o contrato será formalizado ainda nos próximos dias", garantiu à Lusa o presidente da REFER.
Marcos Perestrello, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse à Lusa, que a autarquia está "empenhada em resolver estes e outros problemas em benefício da cidade".
"Felizmente as Juntas de Freguesia de Lisboa têm ficado de fora da crise orçamental da autarquia e o montante das verbas distribuídas foi o mesmo em relação ao ano passado", disse o autarca.
Foram necessários oito anos para que o protocolo entre a Câmara municipal de Lisboa e a REFER dese resultados, tendo o edifício construído custado 2 milhões de euros e o parque de jogos 300 mil euros.
JZB.
Lusa/fim»
Esta obra será para tudo, realmente, menos motivo de celebração, seja para o que for:
1. O edifício é uma aberração e, não contente com isso, ainda «comeu» parte do lote das traseiras, o qual, aliás, está em processo de «permuta» duvidosa.
2. O 'campo de jogos' é outra aberração, e está prestes a acabar com a pacatez de uma simpática rua de Lisboa, em boa hora «esquecida» dos governantes até ao dia em que foi motivo destas construções.
3. Da obra da Refer, a cargo, dizem-me do Arq. João Paciência, seria caso para julgamento sumário em tribunal de estética, tal o atentado visual que representa. Do «arranjinho paisagístico» é melhor nem falar.
Uma V-E-R-G-O-N-H-A!
Baixa-Chiado: Quarteirões na Madalena são os primeiros a reabilitar
In Sol Online (21/5/2008)
Câmara garante que Capitólio ainda não tem vencedor apurado
In Diário de Notícias (21/5/2008)
LUÍSA BOTINAS
com LUSA
«Concurso de propostas para a reabilitação do imóvel está suspenso
O vereador Manuel Salgado disse ao DN que "ainda não há um vencedor apurado no concurso para a reabilitação do Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa. As declarações do responsável pelo pelouro do Urbanismo na Câmara de Lisboa surgem na sequência de uma reclamação apresentada por um dos concorrentes. (...)»
A CML que esteja atenta pois pode perder as verbas das contrapartidas do casino ...
Distrito de Lisboa vai ter mapa de pontos negros
In Diário de Notícias (21/5/2008)
SUSANA LEITÃO
«Mapa terá como referência o relatório de sinistralidade relativo a 2007
O distrito de Lisboa vai ter um mapa de pontos negros. O Projecto de georreferenciação da sinistralidade rodoviária, discutido ontem na primeira reunião do Conselho Coordenador de Segurança Rodoviária Distrital, estará pronto até ao final do ano e terá como base de trabalho as estatísticas relativas a 2007. "O objectivo é assinalar os locais onde ocorrem mais acidentes, com vítimas mortais, e atropelamentos, e perceber a razão da concentração de sinistros nesses locais. Teremos sempre como base de trabalho o relatório do ano anterior elaborado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária", explicou ao DN Dalila Araújo, governadora civil de Lisboa. Por último, o mapa será entregue às entidades competentes para que a situação possa ser resolvida. O compromisso aceite pelo Conselho passará pela elaboração de acções concretas, na área da segurança rodoviária, mas "sempre com objectivos traçados", onde cada entidade elaborará actos individuais de cada instituição de acordo com as suas necessidades e preocupações, adiantou a responsável. (...)»
Júri contra recurso na recuperação do Capitólio
In Público (21/5/2008)
«O presidente do júri do concurso público de requalificação do Teatro Capitólio, Nuno Teotónio Pereira, considerou ontem "inadequada e sem fundamento" a interposição de recurso por um dos concorrentes.
"Já antes de declarar que ia interpor recurso, o concorrente número dois tinha apresentado uma reclamação por escrito ao júri em que contestava a sua decisão, tendo o júri decidido por unanimidade que a reclamação apresentada não tinha fundamento", disse o arquitecto, citado pela Lusa. "Além disso, o júri de um concurso é soberano em relação às suas decisões", frisou Teotónio Pereira, acrescentando que "o júri nada mais fez do que aplicar uma fórmula matemática para avaliar os projectos a concurso".
A arquitecta Ana Tostões, que também integra o júri, resumiu o que pensa sobre o recurso: "O que se passa é que este concorrente acha que devia ganhar o concurso e não ganhou."
O concorrente contestou por entender que "o júri decidiu valorizar as soluções que tivessem um impacto reduzido ao nível do exterior do edifício, que quase não tivesse intervenção do ponto de vista arquitectónico, mas o relatório de hierarquização acaba por contradizer completamente esta filosofia, porque alguns dos projectos que mais construção propõem ficaram em terceiro e quarto lugares". Das nove propostas a concurso, duas foram excluídas. O concorrente tem cinco dias úteis para interpor recurso para contestar a decisão do júri. A requalificação do Capitólio, que a autarquia pretende que seja a "âncora" do Parque Mayer reabilitado, custará entre 8,5 e dez milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa.»
Especialista da Carris aponta falhas na reestruturação da rede 7
In Público (21/5/2008)
«8
carreiras extintas e quase 30 percursos alterados foram as principais implicações da reestruturação da Carris
Um parecer de um especialista em transportes da Carris aponta falhas à segunda fase de reestruturação da rede 7, sobretudo às alterações no percurso da carreira 2, reconhecendo que implicam acréscimo de custos para os utentes. O documento foi enviado para a Câmara de Lisboa, que votou e aprovou a reestruturação proposta pela transportadora, e mostra que mesmo dentro da empresa a reestruturação não foi pacífica.
No parecer, o especialista refere que as alterações propostas para a carreira 2 deixam o Bairro da Serafina "sem qualquer ligação directa à Baixa". A rede 7, que arrancou no terreno em Setembro do ano passado, implicou a alteração dos números, horários e percursos de 36 carreiras, bem como a suspensão da circulação de oito autocarros, afectando cerca de 40 por cento da frota da Carris.
De acordo com o parecer, a alteração no percurso da carreira 2 representa "um recuo na qualidade do serviço prestado pela Carris e, contra ela, e com razão, já se manifestaram os habitantes da Serafina e da respectiva junta de freguesia". O parecer refere que, apesar de tudo, nem todas as mudanças foram negativas para o Bairro da Serafina, dando como exemplo o caso da carreira 713. Esta alteração, indica, "melhora o serviço da carreira no seu percurso (que passa a ser pelo Rato e Amoreiras)".
O especialista refere que alguns encurtamentos de percursos libertam meios que são aplicados na melhoria de algumas carreiras, "especialmente que servem a zona ocidental da cidade" (a única que não tem serviço de metro), apontando como exemplo os casos das carreiras 714, 58 e 60.
O maestro António Vitorino de Almeida e o psiquiatra Daniel Sampaio estão entre os nomes de um abaixo-assinado entregue em Março ao Governo contra a reestruturação da rede da Carris em Campolide. Rui Portugal, promotor do abaixo-assinado, explicou que esta iniciativa surgiu como "um acto de solidariedade para com a população de Campolide, pobre, idosa, com dificuldade de locomoção e que foi completamente posta de parte pela Carris com esta reestruturação".
Os signatários do abaixo-assinado alertam para o facto de a carreira 2 ser "o único meio de transporte público para uma vasta zona sul de Campolide" e "o único meio de transporte da Carris até à Baixa desde o seu início, no Bairro da Serafina". Acusam a Carris de ter "ignorado todas as manifestações de repúdio" da população e dizem que a decisão "não teve em conta os interesses da população de Campolide, bem expressos junto da Carris".
Além do abaixo-assinado, houve várias manifestações de associações de utentes e na Assembleia de Freguesia de Campolide foi criada uma comissão de transportes, liderada por Vítor Machado (BE), que considerou que a reestruturação da rede da Carris "teve apenas um pendor economicista, fomentando a abertura do metro no Terreiro do Paço". Fonte da Carris reconheceu que houve situações que foram alteradas noutras zonas da cidade e "questões pontuais que estão a ser analisadas". Lusa»
O problema da 'reestruturação' é que ela não é reestruturação coisíssima nenhuma, apenas um expediente de combate ao eterno défice. Os passageiros são números estatísticos, apenas gado, portanto.
Nova ponte pode ter "impacto desastroso" no trânsito lisboeta
In Público (21/5/2008)
Ana Henriques
«Perda de população da capital corre risco de ser potenciada pela aproximação ao Barreiro. Costa desistiu de tabuleiro mais baixo
A construção da terceira travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, pode ter um "impacto absolutamente desastroso" na fluidez do tráfego em Lisboa, caso não seja reestruturada a rede viária da capital, admitiu ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
O autarca falava num debate que teve lugar na assembleia municipal, e no qual participaram representantes das várias entidades envolvidas na questão. Embora veja no problema "uma oportunidade" para resolver estrangulamentos de tráfego já existentes, e que a nova travessia agravaria, António Costa não escondeu que a sua resolução implica obras de grande dimensão nas artérias da cidade - como a ligação do Marquês de Pombal à Av. Almirante Reis e à Mouzinho de Albuquerque. A antevisão de uma cidade atafulhada com ainda mais automóveis não é mero temor catastrofista: ao quase concluído alargamento do IC19, vindo de Sintra, vai juntar-se a construção de uma nova auto-estrada ligando este concelho à CREL, o IC16. O especialista em transportes José Manuel Viegas explicou como funcionam as coisas: "Cada um por cento adicional de tráfego alonga três a quatro por cento as filas de trânsito". Resultado? "Em menos de nada as filas de trânsito em Lisboa poderão agravar-se em mais de 50 por cento", se ao impacto da nova ponte juntarmos o destas duas últimas obras rodoviárias. Todos falam na necessidade de melhorar a rede de transportes públicos de Lisboa para reduzir o uso do transporte individual - mas será que isso chega?
António Costa voltou ontem a repetir que quer que as receitas das portagens de acesso a Lisboa revertam para o financiamento da melhoria das estradas e dos transportes públicos de Lisboa. Para José Manuel Viegas não é suficiente: "É preciso outras fontes" de financiamento, defendeu. Isso e um entendimento entre as autarquias da área metropolitana sobre o sistema de transportes - sob pena de "cada município olhar apenas para os interesses dos seus eleitores e ficarmos todos a perder". O especialista mostrou-se precupado com a perda de população de Lisboa, fenómeno que corre o risco de ser potenciado com a aproximação da cidade ao Barreiro por via da nova travessia.
Mais vias na Vasco da Gama
O novo aeroporto de Alcochete e a rede de comboio de alta velocidade são a justificação da futura ponte. Embora a Vasco da Gama seja o melhor trajecto para aceder ao futuro aeroporto, o acréscimo de tráfego que sofrerá ao tornar-se o principal acesso à infra-estrutura aeroportuária implica a construção de uma alternativa. "Quando a ponte Vasco da Gama atingir um tráfego de cem mil veículos/dia passará de três para quatro vias em cada sentido", referiu o presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Carlos Matias Ramos. Com obras de alargamento? Não. Através do estreitamento das vias. "Duas faixas passarão a ter 3,25 metros e outras duas três metros, valores que hoje já são inaceitáveis em muitos países da Europa", observou.
Entretanto, o presidente lisboeta desistiu de exigir a redução da altura da nova ponte, depois de ter recebido um estudo do Ministério das Obras Públicas explicando que essa alteração comprometeria a navegabilidade no Tejo, uma vez que as embarcações de grande porte deixariam de poder passar. As objecções de António Costa prendiam-se com o impacto visual que a travessia Chelas-Barreiro terá na cidade - quer na vista de rio, quer já na margem, pelos viadutos que implicará fazer e pilares para os sustentar. As freguesias de Marvila e do Beato, onde a ponte amarra na margem Norte, serão particularmente afectadas neste aspecto, além de sofrer com o aumento do tráfego e do ruído por ele provocado. Um grupo de trabalho com representantes da autarquia, da Rede Ferroviária de Alta Velocidade, da Rede Ferroviária Nacional e da Estradas de Portugal está há dois meses a estudar soluções para reduzir estes e outros impactos.»
Pergunta-se:
1. Porquê esta ideia de facto consumado?
2. Porquê a sensação de que os compromissos são demasiados?
3. Ninguém tem vergonha que venha Madrid dizer que Lisboa não precisa de outro aeroporto?
4. Porquê o silêncio das autarquias da margem Sul?
5. Quem vai construir na margem Sul?
6. Porque ninguém fala em túnel? Não sabem fazer?
7. Porque não uma ponte só ferroviária?
8. Porque não uma ligação única à Linha de Cintura?
9. Vem aí uma Circular das Colinas rebaptizada?
10. Se a Avaliação Estratégica Ambiental for desfavorável, e Bruxelas retirar o apoio financeiro, o Estado português vai retirar a quem a verba em falta?
20/Mai/2008
Parque Mayer - Concurso para propostas de reabilitação foi suspenso
In Sol Online ()
«O concurso de propostas para reabilitação do teatro Capitólio, no Parque Mayer, Lisboa, ficou hoje suspenso depois de um candidato ter declarado que vai recorrer da decisão do júri, presidido por Nuno Teotónio Pereira
A suspensão do concurso foi anunciada no final da sessão do acto público em que foi apresentado o «relatório de hierarquização» das propostas, contestado pelo concorrente número dois por considerar que a decisão do júri se pautou por «falta de objectividade».
Em declarações à agência Lusa, o concorrente número dois - que não se identificou alegando que o concurso ainda não está finalizado - disse que «a classificação dos projectos não corresponde ao que o júri responde no relatório de hierarquização».
«O júri decidiu valorizar as soluções que tivessem um impacto reduzido ao nível do exterior do edifício, que quase não tivesse intervenção do ponto de vista arquitectónico, mas o relatório de hierarquização acaba por contradizer completamente esta filosofia, porque alguns dos projectos que mais construção propõem ficaram em terceiro e quarto lugares», acrescentou.
Segundo o relatório de hierarquização das propostas para a reabilitação do concurso, a classificação mais alta foi obtida pela candidatura número sete, com uma classificação de 4,5, seguida da número seis (3,8), número 1 (3,6), número cinco (3,5), número oito (3,1), número dois (1,8) e por fim da número 3 (1,5).
As propostas para a reabilitação do Capitólio foram hierarquizadas numa escala de um (insuficiente) a cinco valores (excelente) e o critério de avaliação teve por base três itens: a qualidade do projecto, com uma ponderação de 50 por cento, o mérito técnico da proposta (30 por cento) e o valor estimado da intervenção (20 por cento).
Das nove propostas apresentadas a concurso, duas foram excluídas: a número nove por ter entrado fora do prazo limite e a quatro por não apresentar as plantas do edifício, referiu o júri no início do acto público.
Inicialmente, a proposta número oito também foi dada como excluída pelo júri por não ter apresentado o valor estimado da intervenção, o que mereceu uma reclamação oral por parte do proponente que sublinhou ter apresentado esse documento.
Este foi o primeiro incidente do acto público de hoje e que obrigou o proponente a acompanhar um dos elementos do júri para lhe mostrar que a sua proposta continha a estimativa de custos, fazendo com que o júri interrompesse os trabalhos para deliberar se aceitava a reclamação do candidato número oito, o que acabou por acontecer.
Ana Bívar, da Câmara de Lisboa, considerou porém aquele incidente não como uma reclamação mas uma «chamada de atenção» e que fez com que o júri fizesse uma «rectificação de um dado que não tinha visto e que era a estimativa de custos». O concorrente tem cinco dias úteis para interpor recurso para contestar a decisão do júri.
Lusa/SOL»
Debate sobre a Terceira Travessia do Tejo, hoje às 15h

Hoje, dia 20, pelas 15h, em sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa, debate subordinado ao tema ”Acessibilidades Rodoviárias e Ferroviárias à Margem Sul”.
COMPAREÇA! INTERVENHA!
Afinal, quando é que chegam as cabeças?

Em 7 de Fevereiro JSF dizia que tinha encomendado (na véspera, dizia ... colegas de vereação diziam que há meses, quem diz o quê?) os bustos que se encontram decepados no patamar inferior do Jardim Miradouro de São Pedro de Alcântara. Passados 3 meses, no slide que anuncia a intervenção de espaço público no referido jardim, lá continuam os bustos decepados, sem que ninguém a eles se refira. Será que, como PSL em relação a Machado de Assis, JSF os encomendou a Michelangelo? Talvez Donatello...
Autarcas PSD e PCP unidos contra PS/BE
In Diário de Notícias (20/5/2008)
LUÍSA BOTINAS
«O programa de acções nos espaços público e verdes custa 15 milhões
Os presidentes de 41 das 53 freguesias de Lisboa, eleitos pelo PCP e pelo PSD consideram que a apresentação do programa de intervenções nos espaços públicos e espaços verdes de Lisboa, ontem feita por Sá Fernandes (BE) e António Costa (PS) foi "uma cerimónia de propaganda política". Em sinal de protesto e numa iniciativa inédita e "espontânea", os eleitos dos dois maiores partidos da oposição na Assembleia Municipal, abandonaram o Salão Nobre dos Paços do Concelho. (...)
Carris vai investir dez milhões de euros em quatro dezenas de novos autocarros
In Público (20/5/2008)
«A Carris vai comprar 40 novos autocarros no valor de dez milhões de euros, que iniciam o transporte de passageiros em Setembro, anunciou o presidente da transportadora, que recebeu ontem a certificação ambiental.
Durante a cerimónia que decorreu na sede da Carris, em Linda-a-Velha, Oeiras, a empresa assinou o contrato de fornecimento de "mais 40 autocarros, sendo 20 de tipologia média e os restantes autocarros articulados", de maior dimensão, afirmou o presidente da empresa, José Silva Rodrigues.
O investimento da "Carris não vai ficar por aqui", anunciou o presidente da transportadora rodoviária de Lisboa, adiantando que até ao final deste mês a Carris "vai lançar mais um concurso para outros 40 autocarros de transporte de passageiros". A aquisição destes equipamentos vai permitir à Carris "a redução significativa do impacto energético e ambiental", bem como a diminuição da idade média da frota para pouco mais que seis anos, disse a secretária de Estado dos Transportes e Comunicações, Ana Paula Vitorino. As viaturas ontem contratadas já "cumprem a norma Euro 5, só obrigatória em 2009", o que se traduz numa redução de gases poluentes, disse a governante.
A secretária de Estado dos Transportes manifestou o seu "orgulho e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na Carris", com o aumento de passageiros transportados, com os resultados apresentados em termos ambientais, poupança energética e crescimento económico da empresa.
Ana Paula Vitorino escusou-se a falar sobre a proposta de aumento em seis por cento do custo dos transportes para os utentes, pelas operadores de transportes, argumentando que o Governo está "atento e preocupado com a situação". Lusa
Secretária de Estado reforçou que a aquisição das novas viaturas vai "melhorar o impacte ambiental" »
Trata-se de uma boa notícia. Que tal começar a substituir os autocarros que fazem as carreiras entre o Marquês e o Terreiro do Paço, e que diariamente poluem, de forma infernal, a Rua do Ouro, a Rua da Prata, a Rua dos Fanqueiros, etc., etc.
Câmara de Lisboa promete resgatar ruas, jardins e miradouros do abandono
In Público (20/5/2008)
Ana Henriques
«Presidentes de junta do PCP e do PSD abandonaram cerimónia "de propaganda política"
Imagina a engarrafada Av. Duque d"Ávila cheia de gente sentada em esplanadas? Praticamente sem trânsito? Com passeios avantajados onde novos e velhos possam passear à vontade lado a lado, sem esbarrar uns nos outros? Esta e outras visões foram ontem apresentadas pela Câmara de Lisboa, numa cerimónia destinada a mostrar os projectos de requalificação dos espaços públicos da cidade até 2011.
"Chegámos ao limite do abandono do espaço público e do espaço verde", admite o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes. Opinião partilhada pelo vice-presidente da autarquia, Marcos Perestrello: "Hoje não é possível subir a Av. Fontes Pereira de Melo até ao Saldanha sem sair do passeio" - porque ele nem sempre existe. "Isto não pode acontecer num país europeu", reforçou Perestrello, há nove meses responsável pelos espaços públicos e pelo trânsito da cidade.
As mais de duas centenas de intervenções prometidas para ruas, jardins e miradouros não convenceram, no entanto, os presidentes de junta comunistas e sociais-democratas, que acabaram por abandonar a cerimónia logo no seu início. Alegam ter sido convidados para uma reunião de trabalho, e não para uma acção "de propaganda política, que contempla obras a realizar já no próximo mandato", sobre as quais asseguram não ter sido "informados nem ouvidos". Mais: a maioria PS-BE "enganou os cidadãos", quando ontem apresentou como seu "trabalho desenvolvido na anterior gestão camarária", que era "laranja".
Sá Fernandes não nega ter "aproveitado sem complexos" projectos antigos de reabilitação - mas que nunca, até hoje, foram concretizados, e que ele se propõe levar a cabo com prazos definidos. Já a ideia de ligar os parques entre si através de percursos para peões e bicicletas é nova e partiu de si, frisa o autarca. Tal como a implantação de mais quiosques-bar nas zonas verdes da cidade.
E assegura que antes de anunciar o vasto programa ouviu os presidentes de junta. "Nenhuma das obras prioritárias que lhe apresentei foi contemplada", contrapõem autarcas como o social-democrata do Alto do Pina.
Novos caminhos para os habitantes andarem a pé ou de bicicleta na cidade
Rendas vão subir
Sempre a pedalar. De Monsanto ao Parque Eduardo VII. Da mata de Alvalade a Chelas, e daqui ao Parque das Nações. De bicicleta e também a pé. O projecto dá pelo pomposo nome de "Rede e percursos cicláveis", e consiste em abrir caminhos onde peões e ciclistas possam andar à vontade. E em ligá-los uns aos outros cidade fora. Caminhos rasgados nos espaços verdes, mas também no meio da malha urbana, como na Av. do Brasil, onde o Hospital Júlio de Matos se abrirá aos amantes dos transportes não poluentes para que estes possam chegar à Quinta das Conchas e ao Parque Periférico, no Lumiar.
Ontem os responsáveis camarários prometeram melhoramentos para cada uma das freguesias da cidade, da requalificação total do Parque Eduardo VII - Estufa Fria incluída - à colocação de WC na Alameda Keil do Amaral, em Monsanto. A transformação radical da Av. Duque d"Ávila (ver texto acima) não ficará pronta antes de Agosto de 2009, altura em que deverá também ficar pronto o parque urbano da Quinta da Granja, em Benfica. Por essa altura prevê-se que os lisboetas possam usufruir dos seus miradouros devidamente arranjados: Nossa Senhora do Monte, Graça, Monte Agudo, Penha de França, Santa Luzia e Torel.
A autarquia quer ainda criar, igualmente em 2009, um percurso entre Santa Catarina e o Jardim Botânico, passando pela Academia das Ciências e pelo antigo liceu Passos Manuel, bem como um "corredor patrimonial turístico" entre o Jardim do Torel, no topo da colina, e o Ateneu, na rua do Coliseu.
Ainda no meio urbano há a destacar a promessa de requalificação da Praça Paiva Couceiro, na Penha de França, que passará a contar com um parque infantil, e do Largo da Trindade, com ajuda financeira da Santa Casa da Misericórdia, que aqui tem a sua sede. Daqui partirá um percurso até ao Largo do Carmo e às futuras esplanadas do quartel do Carmo. Na cidade dos escritórios salienta-se o arranjo da Av. Fontes Pereira de Melo, onde até já o vereador dos espaços públicos notou a ausência de continuidade dos passeios. No Saldanha os passeios serão alargados e neles serão plantados jacarandás - mas nunca antes de 2010, apesar de o projecto desenvolvido pelos técnicos camarários estar datado de 2005.
Atrasada está também a abertura da praça situada nas traseiras da estação ferroviária do Rossio, o Largo Duque de Cadaval, ao que diz o município por questões ligadas à recepção da obra, pronta há vários meses. O vereador Sá Fernandes equaciona a possibilidade de aqui colocar uma esplanada. Já o vizinho Rossio sofrerá apenas melhorias na iluminação. Subindo até à Av. da Liberdade, onde deverão ser implantados oito quiosques de restauração, segue-se o jardim da Praça da Alegria cuja recuperação está marcada para o primeiro trimestre de 2009.
Noutra ponta da cidade, entre a Ajuda e o Restelo, o Parque dos Moinhos de Santana tem o seu alargamento prometido igualmente para o primeiro trimestre de 2009. E como nem só de parques se faz a cidade, a autarquia quer requalificar com áreas verdes o caminho que acompanha a Segunda Circular. A.H.
Tem duas explicações o milagre da multiplicação de quiosques em parques e jardins que a câmara quer operar. Em primeiro lugar dão jeito: ir passear às zonas verdes não pode querer dizer andar à sede e à fome. Em segundo lugar rendem dinheiro a uma autarquia falida: no centro da cidade o valor mensal de uma destas concessões pode ultrapassar os dez mil euros. Vão ser instalados dois tipos de quiosques: os "bizantinos", um modelo tradicional usado por exemplo em Santos, e os contemporâneos, de linhas direitas.
Ao todo serão instalados 32 novos quiosques e sete restaurantes. E actualizadas as rendas dos antigos.»
Alguns comentários imediatos:
1. Numa CML endividada em tanto milhão, anunciar-se 15 milhões para tanto investimento levanta a curiosidade de saber onde vai a CML buscar esse dinheiro, até porque para 2009 isso terá que ser aprovado no orçamento para o respectivo ano, o que não será tão cedo. Se a CML diz garantir 3 milhões, não será o Metro, nem a EPAL, seguramente, a darem o resto ...
2. Curioso o esquecimento de locais como o Jardim Cesário Verde ou o Jardim Roque Gameiro (Cais do Sodré), ou a menção a que o Parque Bensaúde vai reabrir (o problema deste parque não é tanto abrir ... que podia estar aberto ... mas os seus problemas infraestruturais - a começar pelo sistema de escoamento de águas pluviais -, que não serão resolvidos com a abertura de um quiosque; ou ainda a menção à requalificação do Areeiro, quando se sabe que isso vai depender, sempre, das obras de ampliação do cais do Metro, ainda sem data para arranque ...
3. Mais a mais, não parece que os serviços da CML tenham capacidade para executar essas empreitadas todas, pelo que aquela calendarização ou é uma ilusão, ou então a CML vai ter que subcontratar terceiros, o que dado o endividamento será à mesma uma ilusão.
4. Por outro lado - e não há fome que não dê em fartura -, se foram anunciadas mais de 200 intervenções, outras tantas vezes se ouviu falar em 'quiosques' (será que vão ser os concessionários a pagar os 15 milhões?), e outras tantas vezes foi usada a forma verbal 'será feito' (curiosa a sintonia entre o final da maior parte das obras para 2009 e as eleições; e curiosa a calendarização de outras obras para 2010 e 2011!
Há falta de quiosques em Lisboa, mas não se pode colocar quiosques em todo o lado. Por exemplo, querer-se colocar quiosques na Fonte Luminosa da Alameda D.Afonso Henriques, não só é um atentado à monumentalidade do sítio (que nos fará manifestar um protesto veemente) como uma decisão imponderada.
Por outro lado, seria bom que a CML repensasse a concessão a espaços já concessionados, como, por exemplo, o do quiosque do Miradouro de Santa Catarina.
5. Parece, ainda, que há uma certa confusão à volta dos miradouros. É que os miradouros existem, sempre existiram e vão existir. E existem para ver as vistas. Vistas não têm que significar quiosques e esplanadas.
6. Finalmente, volta a transparecer o sentido da obra, da empreitada «ad hoc». Uns quantos slides com abundância de 'árvores-palito'e uns círculos na planta anunciando quiosques não vai resolver o espaço público (que precisaria de um regulamento actualizado e ... feito cumprir) de Lisboa, muito menos os espaços verdes.
O trabalho apresentado é um bom trabalho de sistematização, mas só isso. Veremos os resultados. Oxalá me engane.
19/Mai/2008
o mistério do número 87 da Rua do Carmo
Bairro Alto: haxixe, coca & outros
Droga
Há duas palavras mágicas no Bairro Alto: haxixe e coca. E de uma coisa Lisboa pode ter a certeza o tráfico não é bom para o turismo. (…)E nos guias turísticos o bairro não vem referenciado como o novo Casal Ventoso. Ele é apresentado como bairro histórico imperdível. Portanto, talvez o bairro tenha de se decidir: quer atrair ou espantar turistas? É que os lisboetas já se habituaram…mas e os outros?
http://timeout.sapo.pt/
Descargas no Rio Trancão
O Sr.Vereador Sá Fernandes há-de passar, mas o Observatório fica!
O observatório mencionado em título é o Observatório do Parque da Bela Vista. E o link merece a pena.
Aquário Vasco da Gama gratuito em dia de anos
In Jornal de Notícias (19/5/2008)
Telma Roque
«Museu tem apostado na vertente pedagógica e científica
Aumentar as espécies de água doce mais ameaçadas em exposição, tais como o caboz e a ruivaca, e avançar com programas de reprodução que evitem a extinção destes peixes estão entre as principais apostas do Aquário Vasco da Gama, que amanhã comemora 110 anos de existência, abrindo gratuitamente as portas aos visitantes, no Dafundo, Oeiras. (..


