21 de Nov de 2009
Jardins da Praça do Império, Belém
20 de Nov de 2009
ASCENSORES HISTÓRICOS CRÓNICAMENTE GRAFITADOS
Estamos conscientes da dificuldade em manter estes monumentos nacionais com a dignidade instituída na Lei. Mas é preciso agir. Não podemos baixar os braços.
X-metros de cabo....qual é o problema ?
Ondas Verdes

1.Onda Verde é um instrumento da gestão de tráfego que consiste em organizar os semáforos de tal maneira a que os veículos que circulam numa via num determinado sentido apanhem vários semáforos verdes consecutivamente. Assim aumenta-se várias vezes a capacidade de escoamento dessa via. Para apanhar os verdes seguidos é necessário circular a uma determinada velocidade - tipicamente de 50 a 70km/h - que por vezes está sinalizadas como na foto acima, mas na maioria das vezes não é sequer comunicada.
Na "Avenida" da República também existe uma onda verde não assinalada, de manhã no sentido Entrecampos-Saldanha e vice-versa à tarde. Ao manter-se a 60km/h por hora os veículos só apanham verdes. Sim, eu medi. E sim leram bem, 60km/h! É a própria câmara que incentiva velocidades ilegais no centro da cidade.

2. Para comparação, em Copenhaga e Amesterdão existem existem ondas verdes mas de 18 ou 20km/h, obviamente a pensar nos ciclistas. Assim se incentiva a bicicleta, garantido menos esperas , menos esforço e uma velocidade média muito maior, e desincentiva o automóvel (que irá mais lento que a bicicleta).
Em Londres também estão planeadas 12 "super-cicloestradas" radiais, com 1,5m de largura (algo que em Lisboa os peões não têm em lado algum). A ver aqui o vídeo apresentação do projecto.
Finalmente, algum suco da sindicância:

Será votada na próxima sessão de CML, a Proposta n.º 1130/2009:
«Aprovar a declaração de nulidade do acto administrativo de aprovação do projecto de arquitectura do pedido de licenciamento para obras de construção, alteração e ampliação na Avenida Almirante Reis, Rua António Pereira Carrilho e Rua Quirino da Fonseca, 2-2C, para instalação de um edifício de habitação e comércio, freguesia de São Jorge de Arroios, que constituiu o Processo n.º 989/EDI/2004, nos termos da proposta;»
Foto: JSS
Troufa Real responde às críticas com nova proposta de torre
Por Ana Henriques
«Autor do polémico projecto da igreja do Restelo inspira-se em Hieronimus Bosch. E chama "talibãs da arquitectura" aos detractores
Câmara de Lisboa mantém-se em silêncio
O arquitecto Troufa Real vai inspirar-se na obra do pintor Hieronimus Bosch para redesenhar a torre da polémica igreja que projectou para o Restelo, em Lisboa, e que começou esta semana a ser construída.
Troufa Real assegura, em declarações ao PÚBLICO, que esta alteração não se prende com nenhum pedido que lhe tenha sido feito para modificar o seu projecto inicial, mas sim com o facto de já não se rever na torre de tipo manuelino que desenhou, há diversos anos, para aquele espaço. "Já vou na quinta torre" para a Igreja de S. Francisco Xavier, explica o arquitecto, acrescentando que uma das versões previa uma torre com vitrais.
Desta vez a fonte de inspiração será "o quadro As Tentações de Santo Antão" - uma obra do séc. XVI de Bosch - "e José Saramago". Inicialmente concebida para ter cem metros de altura, a nova torre será mais baixa ou mantém as mesmas dimensões? "Não sei", responde Troufa Real. "Gosto muito de tudo o que é alto. Lisboa ficou a perder por não se terem construído as torres de Siza Vieira em Alcântara. Seja como for, não há pressa, uma vez que a construção desta parte da igreja será feita mais tarde."
Quanto ao resto do projecto, o arquitecto insiste em mantê-lo tal como o criou. A nave da igreja, pintada em dourado do lado de fora, imita, pela sua forma, "uma caravela num temporal, toda dobrada". Depois, além da torre com 17 sinos, há a casa do pároco, "que é uma referência à casa portuguesa do arquitecto Raul Lino". E, por fim, o centro social, reservado para a segunda fase, "que será uma réplica das antigas fortalezas portuguesas da época dos descobrimentos". As paredes vermelhas, cor-de-laranja, verdes e brancas são uma referência à Índia (destino de viagem de S. Francisco Xavier) e a Portugal.
"A minha arquitectura está ligada ao mundo do fantástico, é de raiz simbólica. Não sou um arquitecto moderno, sou antimoderno", explica o autor do projecto, considerando que colegas seus, como Teotónio Pereira (que classificou, ontem, no PÚBLICO, este projecto uma "aberração"), não compreendem a sua linguagem. "Odeiam o simbolismo do antigo império. É um bando de velhos, autênticos talibãs da arquitectura que não se reciclaram e não percebem o que se está a passar no mundo", acusa. E volta à carga: "Odeiam outras culturas. Só sabem fazer peixe podre, peixe passado".
Direito à arquitectura
O arquitecto que dirige o departamento do patriarcado responsável pela construção das novas igrejas, Diogo Lino Pimentel, também não sai ileso desta polémica. Depois de ter dito que o edifício para o Restelo dava muito nas vistas, recebe agora a resposta de Troufa Real. "Ele quer é fazer as igrejas no atelier dele. Mas quando esta igreja foi objecto de apreciação na Ordem dos Arquitectos, no tempo da bastonária Olga Quintanilha [entre 1999-2001], ele também esteve lá e não disse nada".
Troufa Real argumenta que o projecto foi devidamente apresentado e discutido, há cerca de dez anos, tanto na Ordem como na Cordoaria, além de ter estado exposto numa galeria da Câmara de Lisboa.
Para Troufa Real, esta sua obra é nem mais nem menos que um "cadáver esquisito". Uma expressão que usa para definir um trabalho colectivo surrealista, lembrando que convidou diferentes artistas, como Lagoa Henriques - entretanto falecido - para participar neste projecto.
Esta não é a sua primeira obra religiosa. Tem em construção outra igreja em Miraflores, Oeiras, e projectou um templo dedicado a Shiva para Loures, obra que ainda não saiu do papel. "Sou um maçon católico e respeito muito os cânones da igreja", declara. A morar em Angola, terra onde nasceu, Troufa Real deixa um recado a todos os que criticam o seu trabalho: "Deixem-me ser livre. Tenho direito à minha arquitectura de autor".»
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Bosch? LOL. Manuelino? LOL. O problema não é aquele minarete fálico mas sim toda aquela massa disforme, aquela aberração diarreica que alguém designou por projecto. Como se a trava, e, sobretudo, quem a trava, esse é que é o problema.
19 de Nov de 2009
Jardim Amália Rodrigues
POSTAIS DO CHIADO: R. Paiva de Andrada/Lg do Chiado
Padre quer acabar com as missas num barracão
«Igreja polémica
O padre da paróquia de S. Francisco Xavier, em Lisboa, aguarda com entusiasmo a construção da nova igreja no prazo previsto de um ano. "É fundamental ter uma igreja", sublinha António Colimão ao CM, recordando que "desde 1990 as missas são realizadas num barracão, na rua Diogo Afonso", no Restelo.
O padre diz ter dificuldade em compreender porque surgiram vozes críticas após o início das obras, há dois dias. "O projecto conta com mais de dez anos e levou os cerca de dez mil fiéis da paróquia a reunirem três milhões de euros em peditórios sem haver contestação", disse.
Pelo abuso das cores, a obra levou o movimento cívico Fórum Cidadania a colocar em causa a necessidade da nova construção. O próprio director do secretariado das novas igrejas do Patriarcado, Diogo Lino Pimentel, sublinhou que "uma igreja dos nossos dias deve ser mais discreta". O mesmo responsável chegou à conclusão de que agora não há nada a fazer para impedir a construção: o Patriarcado tomou a decisão de construir a igreja há já alguns anos.
A igreja é um projecto oferecido pelo arquitecto Troufa Real sem qualquer traço de discrição. O corpo central do templo é uma caravela dourada encostada a um paredão vermelho. A obra conta também com uma torre panorâmica de cem metros. A igreja será erguida num lote cedido pela Câmara Municipal de Lisboa com cerca de 3300 m2 no Alto do Restelo (delimitado, a nascente, pela avenida Ilha da Madeira).
A obra de Troufa Real baseia-se na vida do Apóstolo do Oriente, S. Francisco Xavier, da Índia ao Japão, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos, com uma elevada carga simbólica. A igreja em forma de caravela dourada homenageia, assim, o papel evangelizador português na Ásia. Numa segunda fase será erguida a torre que lembra um minarete.
APONTAMENTOS
MEIO SÉCULO
A paróquia foi criada há meio século e autonomizada de Santa Maria de Belém em 1990. A devoção a São Francisco Xavier resulta da ligação do Restelo aos Descobrimentos. Pela colina circulavam pessoas e bens que partiam para o Oriente.
EVANGELIZADOR
S. Francisco Xavier nasceu em 1506, em Navarra (Espanha), e morreu em 1552, em Sanchoão (China). A Igreja Católica Romana considera que tenha convertido mais pessoas ao Cristianismo do que qualquer outro missionário desde São Paulo.
SEIS BLOCOS
O templo será construído em seis blocos: 1.º (em construção) é a igreja; 2.º a torre e baptistério; 3.º serviços de apoio ao culto e casa do pároco; 4.º salas de formação religiosa; 5.º auditório e salas de audiências; 6.º salas de acção social»
CDS-PP quer que Câmara de Lisboa abdique do IRS
«O vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa, António Carlos Monteiro, vai propor que a autarquia abdique da receita proveniente do IRS em 2010, como forma de combate à crise e promoção da «competitividade fiscal» da capital
António Carlos Monteiro apresentou a proposta para agendamento na reunião do executivo municipal da próxima quarta-feira.
De acordo com a Lei das Finanças Locais, Lisboa tem direito, anualmente, a uma participação variável até cinco por cento do IRS.
Na proposta, António Carlos Monteiro defende que, ao abdicar desse montante, a autarquia estará a «promover a competitividade fiscal do município».
«O CDS-PP entende que a Câmara Municipal de Lisboa deve reduzir a carga fiscal sobre os lisboetas, por forma a minorar as dificuldades das pessoas, em particular dos idosos e da população activa apoiando, indirectamente, a manutenção dos postos de trabalho e servindo de instrumento de fixação de população e de promoção do desenvolvimento da Cidade, nomeadamente combatendo o problema da desertificação», argumenta.
Este ano, a cobrança do IRS no concelho de Lisboa foi fixada em cinco por cento.
Lusa / SOL»
Sábado é dia de plantarmil árvores em Monsanto
«No próximo sábado, Monsanto será alvo de uma acção ambiental aberta a todos os cidadãos. A ideia é plantar, num só dia, mil novas árvores de duas espécies diferentes, em prol do ambiente e pelo reforço da reflorestação de uma pequena parte do Parque de Monsanto, mais precisamente da encosta do Casal da Sola, no parque do Calhau, mesmo ao lado da rotunda de Campolide.
As espécies a plantar são autóctones, das quais 800 são Quercus suber (sobreiro) e 200 Quercus faginea (carvalho-português ou cerquinho).
A acção será apoiada pela autarquia de Lisboa, que cede as árvores, provenientes do viveiro municipal, disponibiliza e prepara o terreno para a plantação. Quem estiver interessado nesta iniciativa, que deverá repetir-se numa escala maior num outro local ainda a designar, pode informar-se no site www.plantarumaarvore.org. »
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É excelente a plantação de árvores em Monsanto. Mas tão importante é não derrubar árvores em Monsanto. Por favor, não desbastem mais Monsanto, seja por via de suspensões do PDM seja por via de iniciativa própria de quem gere aquele fabuloso parque.
Teotónio Pereira considera que igreja do Restelo é uma aberração
Por Ana Henriques
«Um dos autores do plano de urbanização do bairro do Restelo, Nuno Teotónio Pereira, considera “uma aberração” a igreja que ali começou a ser construída na terça-feira. Para este arquitecto, a gravidade do caso deveria levar a Câmara de Lisboa a mandar parar a obra e a exigir outro projecto.
Autor do plano de urbanização do Restelo defende que a obra tem de ser travada
Desenhada pelo arquitecto Troufa Real, a nova igreja do Restelo inclui uma torre de cem metros de altura em forma de minarete e uma paleta cromática ousada, com paredes pintadas de dourado, vermelho, verde e cor-de-laranja. O edifício tem, num dos lados, a forma bojuda de um barco assente numas cornucópias que imitam ondas, numa alusão à época dos descobrimentos.
Autor de várias igrejas – uma das quais, a do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, classificada como monumento nacional –, Teotónio Pereira não tem dúvidas sobre a obra que está a nascer no Restelo: “Ofende de forma muito grave a paisagem urbana e os princípios basilares da arquitectura contemporânea.”
No seu entender, o projecto está completamente desenquadrado do conjunto urbano que planeou juntamente com Nuno Portas, nos anos 70, e, se for por diante, vai descaracterizar toda a encosta que se estende até ao rio. “Pela sua dimensão excessiva para as necessidades do local e pelo seu custo, nunca acreditei que fosse construído”, admite. “E, do ponto de vista da arquitectura religiosa, parece-me um completo disparate. A arquitectura das igrejas deve pautar-se pela pureza de formas e pela beleza”.
“Espanta-me por isso que o patriarcado e a própria câmara tenham consentido na sua construção”, prossegue. “A câmara deveria estar vigilante e defender os interesses da cidade”.
Movimento de opinião
Teotónio Pereira ressalva que lhe custa estar a criticar a obra de um colega – até porque partilha do princípio de que a liberdade de criação dos arquitectos não deve ser limitada. “Mas, perante este caso, não posso ficar em silêncio”, observa. “Devia formar-se um grande movimento de opinião para impedir esta obra”.
O PÚBLICO tentou perceber os meandros da aprovação deste projecto, cujos passos decisivos foram dados nos mandatos de João Soares e de Santana Lopes. Mas a consulta do respectivo processo camarário não foi esclarecedora. Tentámos, igualmente, chegar à fala quer com Troufa Real, quer com a vereadora de Santana Lopes que aprovou o projecto de arquitectura, Eduarda Napoleão, sem sucesso. Igualmente infrutíferas foram as tentativas para obter declarações por parte do actual vereador do Urbanismo, o arquitecto Manuel Salgado.
Em 2007, a propósito da escultura de Rui Chafes que o escritório de advogados de José Manuel Júdice colocou em frente à sua sede, na Avenida da Liberdade, o presidente da autarquia, António Costa, mostrou-se de acordo com uma sugestão do PCP para a constituição de uma comissão municipal de estética. Este organismo serviria para evitar a profusão de “mamarrachos”. A comissão, que de resto se destinava apenas à arte pública, acabou por não vingar.
Processo pouco claro
Apesar do seu exotismo, o projecto da igreja de Troufa Real para o Restelo foi apreciado pelos técnicos camarários como se de outro qualquer se tratasse. Não há, no processo consultado ontem pelo PÚBLICO na Câmara de Lisboa, qualquer referência dos técnicos nem à torre de cem metros, nem tão-pouco às cores a usar ou ao facto de a igreja ter a forma de um barco com ondas por baixo. Os funcionários apenas repararam em questões menores, como o número de lugares de estacionamento ou as taxas de construção a pagar pela igreja à autarquia. E estas, no valor de 198 mil euros, foram perdoadas, dada a finalidade da obra.»
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AVANCEM!
18 de Nov de 2009
Ainda o Mono do Restelo


É neste terreno vago entre o empreendimento EPUL e a escola que vai nascer, se ninguém o travar, mais um dos imbróglios herdados da ex-Vereadora Eduarda Napoleão, que aprovou esta aberração, Proc. 96233/EDI/2001.
A licença de obras de construção é a nº 10/C/2007 e é válida até 26 de Set. de 2010. Portanto, há que recorrer a outras "formas de luta".
Por exemplo: QUE ANDA A FAZER A JUNTA DE FREGUESIA DE SÃO FRANCISCO XAVIER? Talvez fosse boa ideia organizar-se um debate, para se desmistificar essa ideia absurda que são os moradores da zona que querem esse mono.
Buraco «engole» carro em Lisboa
Reabilitação urbana?

Sobre este belo prédio, com resquícios Arte Déco e em relativo bom estado físico, recai um pedido de construção nova (o que equivale a dizer de demolição do que aqui se vê), com a refª 1378/EDI/2005, cujo proponente é a Reyal Urbis e que oficialmente ainda está em apreciação. O que não se entende uma vez que o pedido de licenciamento de obras decorrente da operação de emparcelamento (alargada a outros 2 prédios vizinhos - nºs 7 e 9 - e com a refº 67/URB/2005) aprovada por Eduarda Napoleão em 2004 (WHO ELSE?) foi liminarmente chumbado pelo Vereador Manuel Salgado, em 23 Set. 2009. decisão que se APLAUDE por ter ido contra os serviços que propunham a sua aprovação.
Este processo tem uma história mal contada (mais uma), e passou pela sindicância.
Para o chumbo terá sido decisivo o parecer negativo do NEP (agora NERC), de 10 de Abril de 2008. Motivos: não era aceitável a unificação das três parcelas; as fachadas principais de todos os edifícios devem ser salvaguardadas no sentido da preservação do que resta da imagem urbana e dos valores patrimoniais da génese das Avenidas Novas, e que os logradouros devem ser mantidos como área permeável verde. (sic)
Só que o assunto há-de voltar, sendo o promotor quem é. Era bom que a CML se munisse de outros argumentos, começando pelo mais simples: os prédios estão em bom estado e, como os donos não são pelintras, ou fazem obras restaurando-os e arrendando/vendendo os andares, ou a CML toma posse administrativa, faz as obras e apresenta a factura ao promotor. Acaba-se num ápice a pouca vergonha. Só que para isso tem que haver uma coisa: dinheiro, que se obtém, claro, com outra - vontade política.
Falta de meios deixa 600 animais ao frio e à chuva
CRISTIANO PEREIRA
«União Zoófila precisa de voluntários para reparar os telhados
Cerca de 150 gatos e 450 cães estão à mercê das intempéries na União Zoófila, em Lisboa. A presidente da instituição pede ajuda a particulares ou a empresas de construção civil que possam ajudar a reparar os telhados.
"A União Zoófila está péssima a nível de melhoramentos no canil", lamentou ontem Luísa Barroso, a presidente da Instituição.
No dia do 58º aniversário da União Zoófila, a responsável lamentou a falta de apoios da Câmara Municipal - apesar de frisar que as instalações estão em terreno municipal - e lançou um apelo à sociedade: "Temos imensas boxes onde chove e seria muito bom se houvesse ajuda de alguém da construção civil que nos pudesse reparar os buracos dos telhados".
No passado mês de Abril, o JN esteve no local e testemunhou o desespero dos responsáveis perante a escassez de alimentos. Felizmente, ontem, a situação era diferente. "Nesta altura temos os armazéns cheios de comida", afirmou Luísa Barroso, apontando, todavia, que "a época pior é a do Inverno e por isso vamos chegar a Janeiro com os armazéns vazios".
A responsável máxima da União Zoófila aproveitou para agradecer todas as ajudas que recebeu após a situação denunciada pelo JN: "Fiquei muito comovida com a solidariedade que as pessoas demonstraram mesmo estando o país atravessar uma crise", disse.
Todavia, Luísa Barroso explicou que, para além do mau estado dos canis, a associação tem urgência noutro tipo de ajudas: medicamentos e produtos diversos (ver caixa).
"A maior parte dos cães que nos chegam aqui são abandonados e muitos deles aparecem gravemente doentes", explicou, referindo que "são animais velhos que precisam de muitos cuidados médicos". "A medicação cobre-nos imenso o orçamento", prossegue, referindo que a instituição é "obrigada a gastar muito dinheiro em operações e medicamentos".
Como tal, a Instituição divulgou uma lista dos medicamentos mais necessitados, como, por exemplo comprimidos Alopurinol, Alsir, Atarax, Biossolvon, Nizale, Primperan, Tisnel ou Ulcermin. Pomadas como Bacitricina ou seringas são outras das necessidades.
Recorde-se que a União Zoófila não recebe qualquer ajuda do Estado ou de outro organismo público. Basicamente, sobrevive com o pagamento das quotas dos seus sócios (25 euros por ano) e dos donativos feitos por empresas ou pessoas mais sensíveis a estas causas.
Os responsáveis da União Zoófila lembram que estão disponíveis para todos aqueles que desejem adoptar um animal - cão ou gato - e apelam aos eventuais interessados para que visitem as instalações e escolham aquele que querem adoptar. As visitas para adopção de cães são feitas às quartas-feiras, sextas-feiras e sábados, das 14 horas às 16.30 horas. Relativamente à adopção de gatos, as portas abrem-se ao sábado e domingo no mesmo horário. Em ambos os casos, deverá responder apenas a umas breves perguntas dos voluntários da instituição e assinar um termo de responsabilidade. A União Zoófila situa-se nas traseiras da Igreja das Furnas, em São Domingos de Benfica.»
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Velha batalha esta, sem fim à vista que não seja a ... não solução.
Especialista do patriarcado acha que igreja de Troufa Real para o Restelo dá muito nas vistas
Por Ana Henriques
«"Uma igreja dos nossos dias deve ser mais discreta", diz o responsável do patriarcado pelas novas igrejas
A igreja em forma de barco que Troufa Real desenhou para o Alto do Restelo, e cuja construção começou ontem, "dá muito nas vistas", admite o arquitecto que preside ao departamento do patriarcado encarregado de dar parecer sobre os novos templos.
"É um edifício que se impõe. Uma igreja dos nossos dias deve ser mais discreta", observa Diogo Lino Pimentel, director do secretariado das novas igrejas do patriarcado. Mas, segundo o mesmo responsável, já não há nada a fazer, uma vez que a decisão de permitir a sua construção foi há muito tomada pela hierarquia eclesiástica. O edifício tem sido alvo de al-guma contestação, quer por causa da sua forma, quer por causa da paleta de cores prevista para as fachadas e paredes - dourado, vermelho, cor de laranja e verde. O projecto inclui uma torre de cem metros de altura, em forma de minarete.
Diogo Lino Pimentel recorda-se que quando o secretariado das novas igrejas foi chamado a pronunciar-se sobre o projecto, em 2001, emitiu um parecer que abordava a questão por dois prismas: "O da liberdade criativa do arquitecto e, por outro lado, a questão de saber se aquele projecto era aceitável em termos pastorais, da imagem que a igreja quer dar de si própria". Foi em relação a este segundo aspecto que o arquitecto levantou algumas questões. "Mas esta reflexão que propus acabou por nunca ser feita", relata. O tempo foi passando e o projecto acabou por ser aprovado pelo patriarcado, apesar das objecções levantadas.
O assunto também não é pacífico entre os paroquianos do Restelo. "Estou farta de dizer ao prior que não gosto da igreja", diz um deles. Outra paroquiana que se tem empenhado na obra admite que ela "tem umas coisas mais bonitas que outras".
"Mas quem gosta, gosta. Quem não gosta come menos", observa.»
Arquitectos da CML em guerra com autarquia e com a Ordem
Por José António Cerejo
«Câmara de Lisboa substitui-se aos advogados no pagamento das quotas, mas não assume a mesma posição em relação aos arquitectos
Câmara diz que só paga a uma pequena parte dos juristas
Funcionários com actividade regulada por Ordens
O ambiente não podia ser pior entre os mais de 300 arquitectos dos quadros da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Primeiro foi a sindicância ao Urbanismo que, no início de 2008, lançou sobre eles uma suspeita generalizada, com base em alguns casos de corrupção indiciados. Daí para cá o mal-estar não cessou de se agravar, sobretudo com a recusa da autarquia em lhes pagar as quotas (cerca de 15 euros por mês) devidas à Ordem.
Esta questão assumiu importância porque a inscrição na OA - e em todas as entidades do género - passou a ser exigida pela câmara, desde o início de 2006, a todos cujas profissões são reguladas "por ordens e associações profissionais em que vigore o regime da obrigatoriedade de inscrição".
Estão nesse caso, entre outros, os engenheiros, os economistas, os médicos veterinários e, obviamente, os advogados. O despacho de então, do ex-presidente Carmona Rodrigues, concretizava aquilo que a lei e os estatutos das ordens determinam. E implica que a admissão aos concursos para contratação exige a prévia inscrição na ordem respectiva, ou que quem já estava em funções tinha de se inscrever.
Puro "terrorismo"
Enquanto que nas restantes profissões a exigência não gerou conflitos conhecidos, entre os arquitectos o alvoroço foi geral. Sobretudo a partir de Dezembro de 2008, momento em que muitos deles começaram a receber cartas da Ordem em que eram ameaçados, em termos extremamente duros, com processos disciplinares, suspensões, "impedimento da prática de actos próprios da profissão" e até com a penhora dos seus bens, caso não pagassem as quotas.
Tudo isso acompanhado da informação de que a sua Secção Regional Sul já tinha contratado um escritório de advogados para tratar dos processos. O escritório escolhido foi precisamente o CSA - Correia, Seara, Caldas e Associados, que tinha entre os seus sócios a directora do Departamento Jurídico da Câmara de Lisboa, Paula Pires Coelho, e um outro jurista do mesmo departamento camarário, Francisco Gambôa .
Foi uma acção de puro "terrorismo", escreveu na altura, em mails que dirigiu a todos os seus colegas da CML e à Ordem, o arquitecto João Couceiro, um dos primeiros a insurgirem-se - pondo aliás a tónica no comportamento da OA.
No início de 2009, o descontentamento alastrou e foi lançada uma petição dirigida ao Provedor de Justiça, que reuniu em poucos dias as assinaturas de 84 arquitectos do município, mais de um terço do total.
Nesta altura a guerra já era mais vasta e abrangia, nomeadamente, o facto de muitos outros técnicos superiores do município não estarem obrigados a inscreverem-se em ordens e de os arquitectos terem de pagar do seu bolso para trabalhar. Mas abordava sobretudo aquilo que consideram uma discriminação e que tem sido largamente discutido num blogue entretanto criado (oarquitectodacml.blogspot.com). Isto porque chegaram à conclusão de que no caso dos advogados da câmara, quem paga as suas quotas (mesmo quando exercem a actividade privada, o que aliás é ilegal) é o próprio município.
Da resposta do Provedor de Justiça pouca ou nada saiu porque este se limitou a remeter o assunto para a CML. Das exposições e cartas pessoais dirigidas por alguns deles ao presidente da Câmara, também nada veio de concreto. A não ser, nalguns casos, o reenvio para vários serviços das suas missivas, que eram particulares e continham dados pessoais relativos à vida dos seus autores.
Pela parte da OA o clima distendeu-se com uma reunião com a presidente da Secção Regional Sul, Cintra Gomes, mas o assunto continua por resolver. Para o presidente da Ordem, João Rodeia, a questão é simples: "Quem pratica actos próprios da profissão de arquitecto tem de estar inscrito e pagar as quotas. Se um arquitecto não pratica esses actos, porque está afecto a outros serviços, não tem de estar inscrito, ou pode pedir a suspensão. Sobre quem paga a quota isso é uma questão a discutir com a entidade empregadora".
Clima de mal-estar
Este sentimento de discriminação veio agravar o clima de mal-estar que já se instalara com a substituição de chefias, que levantou dúvidas. Parte dos que foram afastados não eram sequer referidos no relatório da sindicância, nem sobre eles incidiam suspeitas de incumprimento das suas obrigações profissionais ou legais. A explicação dada, que desagradou a muita gente, foi a de que suas funções exigiam responsáveis da confiança da nova maioria, dirigida por António Costa. E estes surgiram, em grande parte dos casos, de um núcleo de dirigentes e técnicos "exilados", que após a derrota de João Soares (2001), se refugiaram na Câmara de Loures e outras governadas pelo PS na Grande Lisboa. Poucos meses depois apareceu a Ordem dos Arquitectos (OA) a lembrar, no seu jornal, que todos os membros tinham a obrigação legal de pagar as quotas fixadas nos estatutos. E que, face à existência de muitos atrasos, iria ser iniciado um processo de negociação, caso a caso.»
17 de Nov de 2009
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2010
O Orçamento Participativo (OP) é uma das formas de participação dos cidadãos na gestão da Câmara Municipal de Lisboa. Através do OP, os cidadãos podem participar apresentando uma proposta para a sua rua, bairro, freguesia, ou cidade em geral, relativo a investimentos, manutenções, programas ou actividades até ao montante de 5 milhões de euros.
O OP visa contribuir para o exercício de uma intervenção informada, activa e responsável dos cidadãos nos processos de governação local, garantindo a participação dos cidadãos na decisão sobre a afectação de recursos às políticas públicas municipais, e possibilitando assim ao executivo municipal corresponder às reais necessidades e aspirações da população de Lisboa.
A participação ocorre online, no site www.cm-lisboa.pt/op, nas seguintes fases:
Fase 1 - até 29 de Novembro de 2009
Envio de uma proposta concreta. De seguida os serviços municipais fazem a sua análise técnica e adaptam a projecto.
Votação de um projecto que inclui o respectivo custo estimado e previsão do prazo de execução.
Abate de Árvores em Monsanto.


Continua no em curso, no Parque Florestal de Monsanto, uma limpeza de mata que levanta muitas dúvidas quanto aos critérios para o abate de Árvores. Apenas 2 exemplos entre muitos:
Dificilmente se compreende o abate deste pinheiro manso, que não apresenta qualquer problema e foi abatido junto ao bairro do Caramão da Ajuda. Inconcebível o abate desta árvore da Borracha, com cerca de 30 anos, no parque de estacionamento do penedo, árvore sã , que se encontrava num sitio onde não incomodava ninguém. Critérios muito estranhos estes...
Destrói os carros, não as cidades
Em tempos havia uma marca de roupa portuguesa chamada QuebraMar - que até tinha uma apreciável quota de mercado - marca essa que eu julgava estar morta há uma década. Há dias numa festa de anos, fiquei surpreendido por ver um presente dessa mesma marca, e dei uma olhada na página. A marca existe e está de excelente saúde com uma rede de umas 40 lojas.
Agora, como é alguém que viaja bastante e dá preferência às marcas portuguesas, não se apercebe de tal desenvolvimento? A resposta é simples, eu não tenho carro e a dezena de lojas que existem na Grande Lisboa estão todas nos shoppings onde se chega de automóvel. O que é mais grave, e por isso conto esta história, é que isto se passa com todas as marcas portuguesas com a única excepção da Lanidor. As marcas internacionais fazem exactamente o contrário: estão dentro da cidade. A Baixa, o Chiado, o Saldanha, São Sebastião, Av. Liberdade, Av. Guerra Junqueiro, etc. estão completamente monopolizadas pelas marcas internacionais.
E esta diferença diz muito sobre nós. Na cabeça dos (empresários) portugueses, só o shopping onde se chega de carro é que é o progresso. Investir no centro da cidade é investir no passado. O que está por detrás desta deslocalização perversa do comércio explica muito da morte das zonas centrais da nossa cidade. Tornam-se desumanas, feias, pouco seguras. Perdemos qualidade de vida e turismo.
Reabilitação urbana?






A Misericórdia (que diria D. Leonor desta misericórdia?) abandonou 4 prédios no centro de Lisboa, ao Saldanha: 2 prédios de pequena dimensão na Rua Actor Taborda 2 outros dois, bem mais imponentes e que deviam estar no Inventário Municipal de Património anexo ao PDM, na Avenida Casal Ribeiro, Nº 37 a 55.
Os inquilinos foram saindo um a um e desde há poucos anos todos estão devolutos, com janelas abertas, telhas a começar a desaparecer, etc., the usual stuff.
A dita Misericórdia, travestida de Fundbox-Soc-Imobiliária - de acordo com o painel que cobre parte da fachada - apresentou 2 Informações Prévias, respectivamente Proc. Nº 757/EDI/2006, que foi chumbada, e Proc. 2/URB/2007 (loteamento/emparcelamento), uma autêntica bizarma, de que o telão ainda ali afixado é prova.
Só que já este ano, submeteu à CML um novo pedido de construção nova, Proc. 1334/EDI/2009 formalmente "em apreciação", ou seja não foi aprovado.
É este tipo de reabilitação que se pretende para Lisboa?
Porque não reabilitar os prédios, pelo menos os da Casal Ribeiro?
Pede-se o favor, portanto, de levar este processo a reunião de CML!
Fotos: Gesturbe e AMC
Igreja-caravela de Troufa Real arranca hoje
In Público (17/11/2009)Por Ana Henriques
«Uma torre com cem metros e a profusão de cores, incluindo um casco dourado, fazem com que o edifício projectado para o Alto do Restelo não seja nada pacífico
Câmara aprovou
Começa hoje no Alto do Restelo a construção da nova igreja da paróquia de S. Francisco Xavier. Com uma torre de cem metros de altura e uma paleta cromática pouco habitual - haverá paredes em dourado, laranja, verde e vermelho -, o templo em forma de barco desenhado pelo arquitecto Troufa Real motivou já alguns protestos. Mas a Câmara de Lisboa diz que a obra está licenciada desde 2004/2005.
O movimento cívico Forum Cidadania pôs há um mês em causa a necessidade da nova construção, "quando o Patriarcado tem a Igreja de S. Vicente de Fora fechada, porque está a cair aos bocados". E aproveitou para dar vários outros exemplos de património eclesiástico existente na cidade a necessitar de obras de conservação.
Só a primeira fase dos trabalhos - que compreende a construção da estrutura e fundações - vai custar três milhões de euros. Depois será preciso mais dinheiro para os acabamentos. Em forma de minarete, a torre albergará um elevador panorâmico e só será erguida numa segunda fase da obra.
O Forum Cidadania (http://cidadanialx.blogspot.com) criticou também o projecto de Troufa Real, chamando-lhe "um empreendimento digno de Ceaucescu" [o antigo ditador romeno]. Num abaixo-assinado online (por enquanto pouco concorrido) fala-se em "aberração urbanística".
"O projecto de arquitectura baseia-se na vida do apóstolo do Oriente S. Francisco Xavier, da Índia ao Japão, e na aventura portuguesa dos Descobrimentos", explica o folheto informativo da paróquia. O PÚBLICO não conseguiu falar com o pároco da freguesia, que se encontrava fora do país, nem com Troufa Real. Certo é que também entre os responsáveis do Patriarcado houve quem não gostasse do projecto. Mas a liberdade criativa do arquitecto foi mesmo assim respeitada. "Gosto de ideias que se aproximam do limiar entre o kitsch e o piroso", assumiu, em 2004, Troufa Real, que trabalhou a título gracioso para esta obra.
Segundo a Construtora de Vila Franca, encarregada da primeira fase da empreitada, o edifício terá uma área de construção de 2700 metros quadrados, e nele serão consumidos 3600 metros cúbicos de betão e 500 toneladas de aço em varão. O projecto inclui diversos edifícios de menor dimensão para serviços paroquiais, mas do ponto de vista construtivo o mais complicado de fazer será a igreja propriamente dita, por incluir uma estrutura metálica - revestida por um casco dourado, se o orçamento o permitir - semelhante ao cavername de um barco. "Talvez tenhamos de recorrer a uma empresa da indústria naval", admite o responsável pela obra na construtora, André Silva. A paróquia ainda só conseguiu juntar um milhão de euros dos três necessários para a primeira fase dos trabalhos.»
...
Ceaucescu ou Saddam, tanto faz, o certo é que estamos perante algo que se arrisca a ser o símbolo de toda uma nova corrente nas artes: Arte Freak. Pobre Lisboa.
Corre na Net a seguinte petição: http://www.euparticipo.org/lisboa/ordenamento/Nao-a-construcao-da-Igreja-Caravela-Restelo
16 de Nov de 2009
Em tempos foi um ramo de uma oliveira dentro do instituto de estudos superiores militares, depois partiu-se e esteve uma semanas caído sobre o relvado, agora passados vários meses goza a velhice espraiando-se sobre o relvado, que como se pode ver pela fotografia, também ele caminha a passos largos para a reforma.
À espera de incêndio "espontâneo" (1)

Trata-se do último edifício integralmente genuíno da Rua Barata Salgueiro. É propriedade do BES, que através do seu fundo imobiliário submeteu à CML Proj. Ampliação Nº 261/EDI/2008, com vista à sua alteração e ampliação, i.e.:
Ampliação de mais um piso, (em linguagem mimétrica), mantendo a cobertura com a mesma configuração existente, contempla também a manutenção da fachada principal e a reconstrução da fachada a tardoz mantendo a traça original. Interiormente pretende-se a construção de 3 pisos para estacioanmento em cave, extensivos ao subsolo dos logradouros, lateral e posterior. Serão mantidos a entrada principal, a escada até ao 1º andar e as salas da frente. Lateralmente é proposto um corpo envidraçado correspondente a uma nova coluna de acessos verticais.
Ou seja, "reabilitação".
Mas enquanto não ata nem desata, tem havido sem-abrigo no interior do imóvel. Esta situação lembra a daquele prédio na Av Liberdade que ardeu em 2008... "espontaneamente", desaparecendo por completo e permitindo assim que o projecto de alterações que estava pendente na CML há anos fosse... aprovado. Simples.
Pergunta colateral: para que serve o PUALZE? Não era suposto os logradouros estarem protegidos? Blá, blá, blá.
CRITÉRIOS da BAIXA: Rua da Betesga
Tribunal de Contas chumba obras na Cordoaria
Não transitado em julgado
ACÓRDÃO Nº 151 /09 –
Proc. nº 1249/09
1.
O Gabinete do Ministro da Cultura remeteu para fiscalização prévia o contrato de prestação de serviços, celebrado entre o Estado Português e a Parque EXPO 98, S.A.1, para a "gestão e coordenação da empreitada de remodelação parcial do interior do edifício da antiga Fábrica Nacional de Cordoaria, para relocalização dos serviços do Ministério da Cultura", no valor de € 415.000,00, acrescido de IVA.
6. DECISÃO
Pelos fundamentos indicados, e por força do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 44.º da Lei n.º 98/97, acordam os Juízes do Tribunal de Contas, em Subsecção da 1.ª Secção, em recusar o visto ao contrato acima identificado.
Fonte: TG
Museu dos Descobrimentos
"Cavaco Silva referiu-se também à nova utilização do armazém da Alcântara em que está instalado o Museu do Oriente. «Já não se encontra aqui bacalhau mas o nosso espírito fica fortalecido com estas peças que demonstram a relevância dos Descobrimentos portugueses», sustentou. " Lisboa, 08/05/2008
"Entre Junho e Setembro de 2007, Portugal vai estar em Washington através de uma exposição e um congresso sobre os Descobrimentos, promovidos pela Smithsonian Institution, uma das mais importantes organizações de educação e cultura norte-americanas. (...)Para o ministério esta é uma ocasião privilegiada de divulgação da cultura portuguesa", diz Maria do Céu Novais, acrescentando que a tutela vai investir mais de 420 mil euros nesta "embaixada" a Washington. Os custos globais do projecto ascendem a 2,5 milhões de euros, partilhados pelos ministérios da Cultura e dos Negócios Estrangeiros, o Instituto Camões e as fundações Gulbenkian, Oriente e Luso-Americana para o Desenvolvimento. Custos que são justificados pela importância da iniciativa, diz Manuel Bairrão Oleiro, director do IPM" Público, 02/01/2006
Apesar da importância veiculada pelos agentes politicos deste pais, salvo ignorância minha, não existe em Portugal um Museu dos Descobrimentos. Este é uma ideia apresentada pelo empresário André Jordan que defende um espaço interactivo capaz de cativar as novas gerações, nacionais e estrangeiras, e potenciar um acréscimo do turismo no local onde ficasse situado.
Laranjeiras de alvalade retirada prevista para a próxima semana pela CML
Esta semana as laranjeiras da Praça de alvalade tiveram direito aos últimos mimos da autarquia.
Os funcionários da autarquia realizaram podas ( e vão continuar a realizar) para preparar as árvores para a sua remoção. Segundo nos disseram, a próxima semana será a última em que as árvores viveram em redor da estátua do Santo António. As laranjeiras estão já repletas de laranjas coloridas mas já vão passar o Natal noutra Freguesia.
Graças ao empenho do sr. Vereador José Sá Fernandes!!!
Em vez de um espaço público arborizado, teremos separadores pavimentados a liós.
O propósito dos eleitos é desconcertante.
Atentamente
Laranjeiras de Alvalade
O TRIUNFO DO HÍBRIDO


Caros Amigos,
Na sequência das terríveis noticias à volta do desastre "em retrocesso", que representou a destruição completa da Farmácia ( do falso) PROGRESSO, na totalidade dos seus interiores e exteriores, tudo isto tendo acontecido ilegalmente, e constituindo um verdadeiro crime lesa-património; venho agora, seguindo um impulso,'contextualizar' este acontecimento com um caso especifico, que pode contribuir para alguma reflexão.
A Farmácia presente na segunda imagem, é uma magnifica Farmácia situada na Rua da Prata (Farmácia Normal), e que foi recentemente "restaurada" em toda a sua glória, com total preservação das suas características, tanto na magnifica fachada, como na totalidade dos seus interiores.
No entanto, este foi um processo que demorou vários anos ... e que se desenvolveu em circunstâncias especiais ...
Assim, quando eu ainda tinha contactos mais directos com a Unidade de Projecto Baixa-Chiado, tive oportunidade de pôr, ou de tentar, pôr em práctica os valores que defendo para a preservação das características históricas na sua totalidade de interiores e exteriores, de estabelecimentos do Comércio tradicional com valor arquitéctónico. Tive a oportunidade de descrever estas 'aventuras' num artigo publicado em 2005 numa colectânea (Baixa Pombalina: bases para uma intervenção de salvaguarda) com o titulo 'As lojas Tradicionais da Baixa. Desafios presentes e futuros'.
Voltando à Farmácia Normal, a jovem proprietária ao querer recuperar os interiores, depois de consultar um arquitecto, resolveu correctamente aproximar a Unidade de Projecto Baixa -Chiado. Foi aí que a visitámos, eu, acompanhado por um Arquitecto e um Historiador da Unidade.
Ao verificarmos a importância dos interiores tardios do sec. XIX, aconselhá-mo-la a preservar a totalidade das suas características estilísticas e materiais, executando, simplesmente um cuidado restauro.
E foi isso que passados anos, aconteceu... A pergunta agora é .... terá sido esta obra acompanhada pela C.M.L. ? Recebeu esta senhora apoio e reconhecimento pela sua atitude correcta? Não devia este caso merecer uma menção oficial, exposta na sua fachada através de pequena placa de bronze, e ser alvo de um prémio expressamente criado para este efeito?
Mas que estou eu a dizer? Esta loja, encontra-se numa Zona da Baixa, como uma "ilha" cercada por um "Oceano de Híbrido", onde dezenas de estabelecimentos de venda de produtos híbridos de origem asiática se tem instalado, uns com o alibi de artigos pseudo-turísticos, outros como mercado estratégico de expansão do comércio grossista do Martim Moniz.
Se existe crise na área do Comércio, também existe um instrumento utilizado nas cidades europeias, chamado de Urbanismo Comercial, onde a estratégia para um Zona é definida.Gostava de saber qual è a ideia do Vereador Manuel Salgado para a Baixa. Visto que o seus eixos prioritários estão ocupados por este tipo de lojas, e agora que se desistiu completamente da Candidatura da Baixa a Património Mundial, qual é a imagem que o Vereador tem para o Futuro da Baixa e do seu Comércio ?
Deixo-vos com uma imagem exemplo, das dezenas de casos, de estabelecimentos deste tipo presentes na Baixa, e agora com esta imagem tirada recentemente no início da Rua do Carmo,como exemplo no seu processo de expansão, da sua 'subida' para o Chiado.
Será isto, este tipo de 'autenticidade', que os turistas esperam encontrar num Centro Histórico, que constitui um dos exemplos mais importantes de planeamento e reconstrução de uma cidade Europeia do Sec.XVIII, e agora tão decadente ... É isto que queremos?
Saudações Pombalinas e Preocupadas.
António Sérgio Rosa de Carvalho
14 de Nov de 2009
Chamartín vende por dois milhões igreja que não queria preservar
Por Inês Boaventura
«Imóvel no Bairro Alto foi transformado, mas há um processo judicial pendente há quase cinco anos. Anúncio na Internet desapareceu ontem
Vende-se igreja "T0"
Processo polémico
A Chamartín Imobiliária está a tentar vender, por dois milhões de eu-ros, a antiga igreja do Convento dos Inglesinhos, em Lisboa, para a qual chegou a projectar a construção de um edifício de dois pisos que obrigaria à demolição do altar-mor e altares laterais. A notícia da venda fez ressurgir a indignação do realizador José Fonseca e Costa, cuja acção judicial interposta para travar a transformação do imóvel do século XVII num condomínio de luxo continua por julgar há vários anos.
O cineasta, que tem sido o principal rosto da contestação ao empreendimento, actualmente concluído, fala numa "negociata feia", lembrando queo Convento dos Inglesinhos foi comprado na década de 1980 pela Misericórdia de Lisboa com a finalidade de ali instalar uma unidade piloto na área dos cuidados continuados e da gerontologia. O objectivo nunca foi realizado e o imóvel, situado no Bairro Alto, acabou por ser vendido em 2000 ao grupo Amorim, naquele que Maria José Nogueira Pinto, ex-provedora da Misericórdia, considerou ser "um péssimo negócio", efectuado por uma antecessora.
"É um escândalo", reagiu Fonseca eCosta quando confrontado com a no-tícia da venda da Igreja de São Pedro e São Paulo, não hesitando em usar adjectivos como "repugnante" e?"nojento" para classificar o processo. Além da tal "negociata feia", alguns dos aspectos desde sempre criticados pelo cineasta são o "arrasar" do jar-dim em patamares, o abate de "árvores centenárias", a "violenta deforma-?ção" do muro (cuja autoria tem sido atribuída a Carlos Mardel) e a alteração da fachada do edifício.
"É extraordinário", diz de forma mais contida José Sá Fernandes, o segundo autor da acção judicial interposta em 2005 (e cuja providência cautelar foi indeferida), salientando a importância de se garantir a preservação da igreja agora à venda.
Em 2008, a vereadora Helena Roseta pediu a reanálise deste processo urbanístico pela Câmara de Lisboa, mas o grupo de trabalho criado para esse efeito na sequência da sindicância aos serviços do urbanismo concluiu que tal não era possível, porque o processo de licenciamento está na posse do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa. Já a unidade especial de investigação da Procuradoria-Geral da República, criada após a sindicância para apurar eventuais crimes cometidos naqueles serviços de urbanismo, abriu um inquérito sobre o caso, mas acabou por o arquivar há alguns meses.
Questionado pelo PÚBLICO sobre a venda da igreja, Artur Soutinho, administrador da Chamartín Imobiliária, desvalorizou a questão, frisando que o espaço "deixou de ser um local de culto nos anos 70". Certo é que,ontem, depois de o assunto ter despertado a atenção, o anúncio da venda colocado na Internet deixou de estar disponível.
O director do departamento de bens culturais do Patriarcado de Lisboa confessou que acha "um boca-dinho estranho" ter-se recuperado a igreja tal como ela era para, depois, a utilizar como estabelecimento comercial, e questiona se a divisão interna a que tal provavelmente obrigará não irá "matar" o espaço. Ainda assim, o padre António Oliveira não se opõe a que lugares de culto desafectados dessa função tenham "outro tipo de utilização" e diz, aliás, que o Bairro Alto "não tem de certeza falta de igrejas".
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Nos Inglesinhos, a VERGONHA continua.
PCP condena "pretensa requalificação" no Príncipe Real
Por Inês Boaventura
«O PCP acusa a Câmara de Lisboa de se preparar para, "a coberto de uma pretensa requalificação modernizadora", alterar "negativa e irreversivelmente" o Jardim do Príncipe Real. O abate de "árvores históricas" é uma das críticas feitas à autarquia, que rea-ge garantindo que só irá "substituir" exemplares "com problemas graves ao nível fitossanitário".
O PCP parte da intervenção em curso no Príncipe Real, um jardim emblemático da cidade nascido na segunda metade do século XIX, para criticar toda a actuação que vem sendo desenvolvida na área dos espaços verdes. Em comunicado, o partido fala numa "ânsia de mostrar trabalho" que é concretizada "descartando não só as suas [dos jardins] características históricas, mas também as próprias árvores".
O assessor de imprensa do vereador dos Espaços Verdes afirma que estas críticas não têm fundamento e sublinha que o projecto de requalificação do Jardim do Príncipe Real, que arrancou esta semana e deve durar quatro meses, "foi aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqrueológico". As árvores a abater, explica, são "cerca de 20" choupos e ulmeiros "com problemas graves ao nível fitossanitário", a substituir por lódãos, e "seis robínias", que darão lugar a exemplares da mesma espécie.
"Não está prevista qualquer intervenção em nenhuma das árvores classificadas do jardim", garante João Camolas, acrescentando que no fim da obra "até haverá mais árvores", porque vão ser plantadas algumas nas clareiras que estavam vazias. A requalificação do espaço, "há muito pedida" pelos munícipes, abrange os pavimentos, a iluminação e o parque infantil.»
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A verdade é que cada vem maiz se confia menos nos tais relatórios à vista que servem de pretexto ao abate sistemático de árvores de grande porte, em zonas "estratégicas" (ex. recente, inexplicável, foi no Parque do Vale do Silêncio, nos Olivais), à custa do argumento estafado de "problemas fitossanitários". Disso e das podas mal feitas já todos estamos fartos. Quem fez o diagnóstico? Há muito tempo que só confio em dois organismos: Laboratório de Patologia Vegetal Verissimo de Almeida e Autoridade Florestal Nacional (ex-Direcção-Geral de Florestas. Aqui, tal qual aquando da investida no Campo Pequeno, HÁ GATO!
21 de Novembro: «PLANTAR 1 ÁRVORE»
As árvores serão adquiridas aos viveiros florestais de Monsanto e as espécies a plantar serão autóctones, essencialmente sobreiros e azinheiras. A C.M.L. apoia a iniciativa, através da disponibilização e preparação do terreno, e também fornecendo apoio logístico e técnico no dia da plantação. As árvores serão oferecidas pela C.M.L.
13 de Nov de 2009
Se não se faz é porque não se fez....e quando se faz ?
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Notícia sobre a Igreja do Convento dos Inglesinhos:

«Lisboa, 13 Nov (Lusa) - Mais de 30 anos depois de ter sido desafecta ao culto, uma antiga igreja do Bairro Alto (Lisboa), actualmente licenciada para comércio e serviços, está agora à venda por dois milhões de euros - e já há interessados.
Integrada no denominado Convento dos Inglesinhos, construído no século XVII para acolher um seminário inglês, a Igreja de São Pedro e São Paulo possui uma única nave com área de coro, altares laterais, tecto em abóbada e um órgão barroco e ganhou nos últimos anos uma cozinha, aquecimento central, estacionamento e arrecadações.
O espaço foi desactivado pela Igreja Católica em 1976 (três anos após o encerramento do convento e o regresso dos seus habitantes a Inglaterra) e foi adquirido na década de 1990 pela Chamartín Imobiliária, então denominada Amorim Imobiliária, que transformou todo o complexo num empreendimento de luxo.»
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Pobres Inglesinhos, o que podiam ser e o que são. Esta história do Colégio dos Inglesinhos é o paradigma daquilo que não pode acontecer mais.
Fonte: VM, a quem dou um forte abraço!!
Face Oculta - Investigação chega à Câmara de Lisboa
Por Graça Rosendo e Luís Rosa
«O empresário da sucata, como é conhecido Manuel Godinho – o principal arguido do caso ‘Face Oculta’ – abordou, por diversas vezes, os responsáveis do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da Câmara Municipal de Lisboa (CML), para conseguir trabalho na maior autarquia do país, avança a edição desta sexta-feira do SOL
Estes contactos, segundo soube o SOL, não obtiveram resultados, não tendo Godinho conseguido, por esta via, estender o seu negócio à CML.
Apesar disso, o presidente da câmara de Lisboa, António Costa, ordenou, sexta-feira passada, a realização de uma auditoria para apurar se o principal arguido do caso ‘Face Oculta’ chegou ou não a fazer algum negócio com a autarquia.
A iniciativa de Costa surgiu depois de o seu gabinete ter ficado a saber que um dos arguidos no mesmo processo, Carlos Paes Vasconcellos – ex-administrador da Invesfer e actual funcionário da REFER –, trabalhou na câmara como assessor de Carmona Rodrigues e Santana Lopes.
Mas não só. A preocupação de Costa com este caso prende-se também com o facto de ser pública a hostilidade existente entre o presidente da CML e Ana Paula Vitorino, querendo, por isso, afastar eventuais ligações entre as suas movimentações políticas contra a ex-secretária de Estado e a ‘Face Oculta’.
Vitorino pede à câmara para salvar o Ritz Clube, cujo fecho seria "crime de lesa-Lisboa"
Por Inês Boaventura
«Um dos antigos sócios do cantor diz que o projecto falhou "por uma inacreditável incúria"
Vitorino Salomé diz que "não salvar o Ritz Clube", do qual foi arrendatário durante vários anos, "é um crime de lesa-Lisboa" e acredita que a morte da emblemática sala de espectáculos só pode ser travada com a intervenção da câmara municipal. Diferente é a visão de dois dos seus antigos sócios, que acusam o cantor de falta de transparência na gestão do espaço e falam em "incúria" para explicar o fim do projecto.
O cantor lembra que as obras iniciadas durante a presidência de João Soares - altura em que foram recuperadas a fachada e a cobertura do prédio na Rua da Glória -, foram interrompidas com a chegada à autarquia de Santana Lopes, que "abandonou completamente o projecto". Depois disso, recorda Vitorino, já durante a presidência de Carmona Rodrigues, houve uma tentativa nunca concretizada de tomar posse administrativa do imóvel, que fechou as portas há quase uma década.
"O projecto chegou ao fim, porque a câmara mudou", sublinha, concluindo que "tem de haver vontade política" do actual executivo camarário para salvar o Ritz Clube, que recentemente foi colocado à venda por 1,5 milhões de euros. "A câmara devia continuar o processo de posse administrativa", defende Vitorino, explicando que o proprietário do imóvel junto à Praça da Alegria "não percebe o espaço e não tem meios" para o recuperar.
Já Maria do Céu Guerra, um dos seis sócios da empresa que explorou o Ritz Clube nos últimos anos, diz que o espaço foi transformado "numa espécie de cabaret negro" e acrescenta que "também do ponto de vista da gestão as coisas foram sempre pouco transparentes". "Para mim o Ritz foi uma espécie de encontro infeliz", conclui a actriz, confessando que se afastou "sem ruído" e com "decepção".
"Tudo o que existiu foi sem nossa aprovação ou conhecimento", afirma por sua vez Hélder Costa, garantindo que "o sócio Vitorino nunca prestou contas do que se passava". O encenador diz lamentar que o "esforço" feito para recuperar "um espaço degradado e mítico da noite de Lisboa tenha sido perdido por uma inacreditável incúria".
Sobre isto Vitorino recorda que era "maioritário" na empresa e recusa que tenha havido "desentendimentos". "Tinha opiniões diferentes, mas é normal, porque cada cabeça sua sentença", diz. O cantor acredita que a sala de espectáculos podia voltar a afirmar-se como um espaço "multicultural, como já foi", recordando que ali se estrearam "bandas que hoje são famosíssimas". O seu palco foi também "catedral da música africana" e do "experimentalismo teatral".
O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico abriu, em 2008, o processo de classificação do Ritz Clube, mas a decisão acabou por ser revogada. A assessora de imprensa do instituto explica que tal aconteceu porque o seu director considerou que "não tinha valor para ser classificado como monumento nacional ou como imóvel de interesse público", e sublinha que a Câmara de Lisboa "ainda o poderá classificar como imóvel de interesse público".»
Acções judiciais acumulam-se em tribunal contra obras da CRIL
Por Carlos Filipe
»Valores das expropriações no bairro de Santa Cruz de Benfica ainda não chegaram à maioria dos seus destinatários
Realojamentos na Amadora
Os moradores dos bairros de Santa Cruz de Benfica e da Damaia não baixam os braços nas diferentes batalhas judiciais que travam contra o processo de construção do troço final da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), que lhes passa diante da porta, à altura das janelas, ou mesmo sobre os seus terrenos, quintais e moradias. Não é de agora a queixa, mas aumenta a indignação com o passar do tempo - casos em que já terá mesmo passado um ano. Muitos deles lamentam que os valores das expropriações ainda não lhes tenham sido entregues.
Ontem, dia em que foi anunciado o acordo para o realojamento na Amadora de 19 famílias que viviam em barracas situadas no traçado das obras [ver caixa], o representante da Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica lamentou que o dono da obra - a Estradas de Portugal -, insista em cometer ilegalidades. Jorge Alves aponta, entre outras queixas, que a maioria dos expropriados aguarda, há mais de um ano, pelo depósito das compensações.
Pelas suas contas, Jorge Alves recorda que só no bairro que representa há entre 50 e 60 moradias que foram parcialmente expropriadas, sendo que a maioria dos proprietários ainda não viu a cor do dinheiro.
"Como se não bastasse a forma abusiva, ilegítima - tenho documentos do tribunal a impedir demolições - e sem respeitar qualquer critério de segurança, avançaram com máquinas pesadas e escudados pelo Corpo de Intervenção da PSP para tomarem os terrenos, destruir quintais e demolir parcialmente as moradias", diz Jorge Alves, recordando o dia 10 de Outubro de 2008, amplamente noticiado pela maioria dos órgãos de comunicação social, e que deixou os proprietários revoltados.
Utilidade pública urgente
Na altura, a Estradas de Portugal reagiu, em comunicado, justificando que a acção de demolição dos 13 logradouros naquela manhã foi levada a cabo só "depois de executadas todas as diligências necessárias e consagradas no Código de Expropriações", sustentando-se também na declaração de utilidade pública com carácter de urgência.
"Agora, passado um ano, a maioria destes expropriados ainda não recebeu qualquer verba de indemnização", reforça Jorge Alves, para quem "essas verbas são irrisórias, não dão para nada". "O dinheiro tem de ser depositado na conta dos expropriados. É de lei. Não é o caso de todos, mas é a maioria. É claro que muitos destes proprietários têm contestado em tribunal os próprios valores destas indemnizações", sustenta.
Estas acções não se têm ficado por aqui. A luta tinha começado há 14 anos, e desde então aquela associação de moradores já fez um pouco de tudo. Inclusivamente uma vigília diante do Palácio de Belém. "É a última esperança de uma acção política decente", sintetizava a carta aberta dirigida a Cavaco Silva que condensava aqueles 14 anos de luta contra o processo de construção da CRIL, que crêem "ilegal" por desrespeitar as normas ambientais. Essa é outra das diversas acções em curso e que corre no Tribunal Administrativo de Lisboa, a quem se pede precisamente a anulação da declaração de utilidade pública urgente para as expropriações, alegando que a obra viola manifestamente a Declaração de Impacte Ambiental, bem como as regras da Lei de Bases do Ambiente.»
Sá Fernandes acusa PSD de "total ignorância" e nega ilegalidade nas iluminações
«Sá Fernandes garante a legalidade da proposta de adjudicação das iluminações de Natal, aprovada anteontem pela Câmara de Lisboa, e acusa os eleitos do PSD de "total ignorância". O vereador do Espaço Público fala numa "falsa polémica" e lembra que "pela primeira vez" esta matéria foi objecto de concurso público.
O vereador reagiu assim às acusações feitas por Victor Gonçalves, que garantiu que a proposta (aprovada com os votos contra de toda a oposição) não cumpria a legislação que regula a contratação pública. Isto porque, alegou o vereador social-democrata, o diferimento para 2010 do pagamento das iluminações tinha de ser acompanhado de uma declaração do responsável pelas finanças da autarquia assumindo esse compromisso.
O vereador do Espaço Público garante que se trata de "uma falsa polémica", já que o PS terá garantido em reunião camarária que fará "todas as declarações que forem precisas". Quanto à ausência de visto do Tribunal de Contas, também questionada pelo PSD, Sá Fernandes sublinha que os contratos públicos só são enviados para aquele órgão "depois de aprovados" e que "nada impede que os respectivos trabalhos comecem enquanto se espera pelo visto".
Anteontem, a autarquia fixou o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 0,7 por cento para os edifícios com matrizes actualizadas e em 0,35 por cento para aqueles cujas matrizes não foram reavaliadas, chumbando uma redução proposta por Ruben de Carvalho (CDU). "Havia condições para aliviar a pressão sobre as pessoas", considerou este responsável, lembrando que "a receita do IMI tem vindo a crescer sempre" - passando de 87,6 milhões em 2007 para 100,82 no ano seguinte. A sua proposta para baixar as taxas para 0,6 e 0,3 foi rejeitada por todas as outras forças políticas, mas a coligação que o elegeu fez saber que continuará a defendê-la na assembleia municipal. I.B.»
Farmácia Progresso: DESTRUÍDA!
12 de Nov de 2009
Afinal não estamos sós no estacionamento
Embora todas as cidades se deparem com o problema do estacionamento, muitas têm sido as soluções para este problema. Num extremo temos cidades como Tóquio e até Bombaim (!) onde os residentes têm de provar que possuiem um lugar de estacionamento fora das ruas para poder comprar um automóvel. A solução intermédia, que acontece em quase todas as cidades europeias, é obrigar os residentes a pagar uma quantia - tipicamente de 50€ a 200€ anuais - pelos poucos lugares disponíveis para desincentivar a posse de automóvel e incentivar o uso de estacionamento particular. Algumas cidades, como Amesterdão, têm um número fixo de licenças de estacionamento para residentes o que obriga por vezes a esperas de vários anos para obter um lugar pago na rua.
No outro extremo temos Lisboa onde se parte do estranho pressuposto de que cabe à Câmara arranjar estacionamento para os residentes e não-residentes. Por cá ou não há controlo, ou os residentes podem estacionar (quase) gratuitamente. A esta permissividade junta-se o facto de Lisboa ser provavelmente a cidade europeia com mais estacionamento na via pública por km² na Europa. Para lá chegarmos foram foram arrancadas árvores, reduzidos passeios e transformados outros espaços pedonais em estacionamento (ex. corredor central nas Avenidas Novas em Lisboa).
Mas não estamos sós. O presidente da Câmara de Constanţa - uma cidade média turística na costa romena - decidiu atirar a lei que obriga os passeios a ter 1,5m de largura às urtigas. Vai assim proceder à sua redução até 1m (melhor que Lisboa) para aumentar a oferta de estacionamento. Vai ainda arrancar as árvores nos passeios (replantando-as noutros locais) com o mesmo objectivo.
Vem aí o mono do Restelo!


A tal igreja "arrojada" vem aí, mais depressa do que se pensava. Segundo notícia de hoje, as obras arrancam ESTA TERÇA-FEIRA!
Esta coisa inqualificável tem passado incólume porque ninguém nunca acreditou que fosse possível ser concretizada. Mas o certo é que se continua a dizer que a CML aprovou este mono, do qual restam algumas dúvidas, tais como:
Quem aprovou? com que argumentos? quem está por detrás do negócio? será de inspiração divina ou simplesmente um produto delirantemente kitsch-freak?
Que alguém apareça para protagonizar uma oposição clara a este atentado à inteligência, é o que desejo.
Fotos
CidadCidade vai ter mais espaços desportivose vai ter mais espaços desportivos
«Os equipamentos desportivos existentes em Lisboa vão passar a ser monitorizados para se adequarem às necessidades da população, prevendo-se a construção de mais instalações a médio prazo. A Carta Desportiva ontem aprovada em reunião de câmara permitirá fazer o diagnóstico dos equipamentos desportivos existentes, avaliando quais as intervenções necessárias para melhorar as suas condições de utilização. Aponta prioridades em termos de investimento em equipamentos desportivos, salientando ser necessário construir mais piscinas na zona oriental de Lisboa. Esta carta permite também fazer a reserva de terrenos para a construção de novos equipamentos desportivos.»
...
Muito sinceramente, preocupa-me muito mais o que fazer com os equipamentos desportivos já existentes, alguns deles fechados há demasiado tempo e sem reabertura à vista, a começar pelas piscinas do Areeiro, Campo Grande e Olivais. Os concursos ficaram desertos. E agora?
Antigo equipamento desportivo e, pelos vistos, futuro museu, será agora que, finalmente, o Pavilhão dos Desportos / Pavihão Carlos Lopes vai ser renovado?
Arquivado caso de loteamento
«O Ministério Público arquivou o processo do loteamento da Rua da Centieira, na zona da antiga Sociedade Nacional de Sabões (Lisboa), caso em que havia suspeitas de abuso de poder e que culminou na anulação de uma aprovação camarária. De acordo com a decisão final da equipa que investigou o caso, a que a Lusa teve acesso, não se conseguiu provar que a actividade tanto dos técnicos da Câmara de Lisboa como da vereadora autora da proposta aprovada (Gabriela Seara) resultasse de qualquer contexto de interesse pessoal.O caso da Centieira teve origem numa queixa apresentada em 2006 pelo vereador José Sá Fernandes.»
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Este é o país dos arquivamentos. Ele são os sabões, mas em breve serão arquivados, não pelo MP mas por alguém, os casos de violações do PDM, negócios duvidosos, etc., tais como a fábrica Favorita, na Graça; o prédio Taveira, no Saldanha; a expropriação do antigo Cinema Paris; o prédio de gaveto Av. República/Av. João Crisóstomo; etc., etc., etc.
Natal de Lisboa aprovado com proposta ilegal, diz PSD
Por Inês Boaventura
«Os vereadores do PSD garantem que a Câmara de Lisboa aprovou on-tem, com os votos contra de toda a oposição, "uma ilegalidade", por empurrar para 2010 o pagamento das iluminações de Natal deste ano sem cumprir as condições impostas pela legislação que regula a contratação pública.
"É uma ilegalidade que pode trazer problemas aos vereadores que votaram favoravelmente", advertiu o vereador Vítor Gonçalves, explicando que os eleitos do seu partido vão apresentar uma declaração de voto "a ilibar-se de responsabilidades". A proposta, garantiu, só seria legal se incluísse uma declaração do responsável pelas finanças da autarquia garantindo que a dívida de mais de um milhão de euros estaria contemplada no Orçamento de 2010.
Vítor Gonçalves considerou "inadmissível que se faça esta proposta já depois de as iluminações estarem a ser colocadas", sublinhando que o Natal não é um acontecimento imprevisível. Já o comunista Ruben de Carvalho afirmou que "as observações feitas pelo PSD têm razão de ser", mas salientou que a situação "não é nenhum bicho de sete cabeças" e ainda pode ser corrigida. Também António Carlos Monteiro, do CDS, manifestou dúvidas quanto à legalidade da proposta.
Igualmente aprovada com os votos contra do PSD e da CDU, e a abstenção do CDS, foi a alteração dos estatutos da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa. A manterem-se estes votos, antecipa-se um chumbo pela Assembleia Municipal de Lisboa, onde o PS não tem maioria.»
11 de Nov de 2009
Programa Ciclo de Conferências - Exposição: Lisboa, Planos e Projectos. Uma Cidade para as pessoas
Chafariz da Rua de O Século (MN)
A fotografia já tem uns dias, agora já está completo com a publicidade da ordem
Quanto ao seu antecessor já tem o destino traçado
Para contar a história das anteriores tentativas falhadas ficam os remendos no chão
7 ANOS ENCERRADO AO PÚBLICO É MUITO TEMPO. É tempo de dar atenção ao Arquivo Histórico da CML!
Exma. Senhora Vereadora da Cultura,
No passado mês de Outubro fez sete anos que o pólo do Arquivo Histórico do Arquivo Municipal de Lisboa encerrou ao público. Os munícipes de Lisboa, os cidadãos do país e os investigadores estrangeiros estão privados de consultar o Arquivo Histórico da cidade desde 28 de Outubro de 2002.
Quanto aos restantes dois pólos do Arquivo Municipal, a situação é igualmente grave. O Arquivo Intermédio está instalado temporariamente nas caves de um imóvel de habitação social no Bairro da Liberdade. Uma localização na periferia da cidade, junto a uma mancha florestal, num espaço pensado para garagem, e com uma Sala de Leitura onde chove. Não é cenário digno de nenhuma cidade. O Arquivo do Arco Cego foi instalado num dos edifícios do Bairro do Arco Cego, de reduzidas dimensões, obsoleto e que não foi pensado, nem adaptado, para receber um equipamento desta natureza.
Resumindo, o diagnóstico da situação é alarmante e vergonhoso. Com os actuais edifícios não estão asseguradas as melhores condições de conservação dos espólios, nem de atendimento aos cidadãos.
A câmara da capital do país não pode continuar com os seus arquivos fracturados pela cidade, indevidamente instalados e parcialmente encerrados.
Lisboa não pode adiar mais o investimento na preservação e divulgação da documentação administrativa e histórica da cidade.
Um novo Arquivo Municipal de Lisboa:
- Com dimensão estruturante para a cidade e até para o país;
- Funcional e mais aberto para servir as expectativas da sociedade contemporânea;
- Com qualidade de instalações e serviços para responder aos desafios do futuro;
- Localizado no centro da cidade para funcionar como motor da reabilitação urbana.
Ao novo executivo que agora tomou posse compete encontrar, com urgência, uma solução sustentável e definitiva para os Arquivos Municipais da capital.
Mas Lisboa deve abandonar a ideia de uma nova construção como se tem defendido nas últimas quatro décadas. À luz do desenvolvimento sustentável, a solução mais correcta deverá passar pela "reciclagem" de um edifício já existente e devoluto.
É esta opção que toda a Europa tem estado a fazer. Há cada vez mais exemplos de arquivos e bibliotecas que se instalam em imóveis históricos como antigos mosteiros, palácios, sedes de bancos, fábricas e outras estruturas industriais. Destacamos os seguintes bons exemplos:
-Madrid, Archivo e Biblioteca Municipal – antiga fábrica de cerveja de 1912 (El Aguilla);
-Barcelona, Arxiu Històric de la Ciutat – antigo palácio de origem medieval (Casa de l'Ardiaca);
-Barcelona, Biblioteca da University Pompeu Fabre – antigo reservatório municipal de 1874;
-Valladolid, Archivo Municipal – antigo Mosteiro de Santo Agostinho do séc. XVI;
-Salamanca, Biblioteca Pública – antigo palácio do séc. XVI (Casa de las Conchas);
-Pamplona, Archivo Real y General de Navarra – antigo conjunto de paço e igreja medieval;
-Amsterdam, Stadsarchief (Arquivo de Amesterdão) – antiga sede de banco ultramarino (1919-1926);
Como sabemos, várias unidades hospitalares de Lisboa, instaladas em antigos conventos de grandes dimensões, estão em vias de serem alienados pelo Estado. No centenário da Implantação da República, Lisboa terá a oportunidade de encontrar uma casa para o seu Arquivo Municipal.
Apelamos ao novo executivo que, tal como já se fez com a Cadeia Penitenciária de Lisboa e o Convento da Graça, dialogue com o Governo com vista a conseguir um imóvel adequado à instalação do Arquivo Municipal de Lisboa. De entre os imóveis candidatos, destacamos:
-Hospital de São José (antigo Colégio Jesuíta);
-Hospital Miguel Bombarda (antigo Convento de Rilhafoles);
-Hospital dos Capuchos (antigo Convento dos Capuchos);
-Hospital de Santa Marta (antigo Convento de Santa Marta);
-Hospital do Desterro (antigo Convento do Desterro);
-Hospital do Rêgo / Curry Cabral (antigo Convento das Convertidas de N. Sra. do Rosário).
Lamentavelmente, e por falta de visão estratégica, alguns edifícios do Estado, bons candidatos para receber o Arquivo Municipal, foram recentemente alienados. É o caso do antigo Hospital/Convento de Arroios cuja dimensão e posição na cidade eram muito adequados. Outra hipótese propriedade privada seria a Fábrica Simões, em Benfica.
Cabe agora ao presente executivo municipal a responsabilidade de garantir que Lisboa não perderá outra boa Casa para acolher o seu precioso Arquivo e Biblioteca Central. A História do Mundo não se pode escrever sem Lisboa. Estaremos à altura da História da nossa cidade?
Com os melhores cumprimentos,
Fernando Jorge, Paulo Ferrero e Júlio Amorim
ANEXO: Dois exemplos a estudar por Lisboa
Amesterdão, Stadsarchief - O "Arquivo do Concelho de Amesterdão" foi transferido recentemente para o centro da cidade. O mais importante arquivo da cidade está desde 2007 instalado num edifício emblemático de Amesterdão, construído entre 1919 e 1926 para sede de um grande banco holandês com actividade centrada nas colónias (o equivalente à sede do BNU na Rua Augusta). A adaptação da antiga sede de banco a novo arquivo é exemplar. Exemplar também é o horário de abertura do Arquivo de Amesterdão. Foi pensado de modo a que todos os munícipes tenham a possibilidade de ir ao arquivo da sua cidade: está de portas abertas aos fins-de-semana entre as 11h e as 17h. Este exemplo de Amesterdão é particularmente relevante para Lisboa na medida em que se trata do arquivo de uma cidade da Europa com um passado muito semelhante ao de Lisboa. Para mais informações: www.stadsarchief.amsterdam.nl
Valladolid, Archivo Municipal – O antigo Mosteiro de Santo Agostinho do séc. XVI, à semelhança de muitas casas congéneres em Lisboa, recebeu diversas ocupações desde o séc. XIX incluindo um quartel do exército espanhol. Mas em 1942 uma permuta entre o Ministério do Exército e a Câmara Municipal de Valladolid libertou finalmente o conjunto monástico. Depois de décadas mal instalado, os arquivos e biblioteca central foram destinados ao antigo Mosteiro. O projecto de adaptação do mosteiro às novas funções (1999) foi da responsabilidade dos arquitectos Primitivo Gonzáles e Gabriel Gallegos. O novo arquivo, inaugurado em 2002, constitui um notável exemplo que a Câmara Municipal de Lisboa devia estudar. Para mais informações: www.ava.es/modules.php?name=Archivo
Empréstimo volta à reunião de Câmara
«A proposta de contracção de um empréstimo de 120 milhões de euros para reabilitação urbana, antes chumbada pela Assembleia Municipal, volta hoje, quarta-feira, a ser apresentada reunião da Câmara de Lisboa por António Costa.
O dinheiro destina-se a concretizar o Plano de Investimento Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana, que envolve a reabilitação de mais de uma centena de edifícios em zonas históricas como Bairro Alto, Alfama e Castelo, além da recuperação de escolas e equipamentos culturais. O financiamento, a aplicar em intervenções que decorrerão entre 2010 e 2012, não conta para os limites de endividamento fixado pela lei das Finanças Locais.
Os fundos a contratar com a banca foram reajustados, já que inicialmente a proposta, além dos 58,9 milhões a contrair junto do Banco Europeu de Investimento (via Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana), previa que os valor restante fosse obtido junto do Banco Português de Investimento, Caixa Geral de Depósitos e Dexia Sabadel. Agora, propõe-se que os 61,1 milhões sejam garantidos pelo Banco Português de Investimento e pela Banca Infrastrutture Innovazione e Sviluppo.
De acordo com o plano de investimento, 4,5 milhões serão aplicados em edifícios dispersos para arrendamento, 16,9 destinam-se a reabilitar edifícios municipais e reconverter espaço público, mais de três milhões são para devolutos, mais de 29 milhões para recuperar equipamento escolar, 12,2 para equipamentos culturais e mais de 30 milhões para edifícios no Bairro Alto, Alfama, Castelo e Baixa-Chiado.
Também chumbado pela maioria social-democrata da Assembleia Municipal no anterior mandato, o Programa Local de Habitação, elaborado sob coordenação da vereadora Helena Roseta, volta a ser analisado. A proposta em discussão define os objectivos, programas e medidas da política habitacional na capital.»
Um milhão de euros para dar mais luz ao Natal de Lisboa

In Diário de Notícias (11/11/2009)
por DANIEL LAM
«Só hoje é que a proposta de adjudicação para instalação das iluminações de Natal na cidade de Lisboa vai ser submetida à reunião de câmara, mas os trabalhos já decorrem no terreno desde Outubro para ficarem concluídos até domingo. As luzes custam 1,077 milhões de euros, mas consomem "muito pouca energia", garantiu ao DN o administrador da empresa Castros Iluminações Festivas, Jorge Castro.
Sublinhou que este "é um projecto ecológico, com dois milhões e 300 mil lâmpadas, todas de baixo consumo. Totalizam 330 quilowatts por hora, o que é muito pouco, tendo em conta este elevado número de lâmpadas".
Jorge Castro revelou que a temática deste ano é "A luz está em ti" e haverá "uma instalação interactiva, em que as pessoas tocam e fazem mudar as cores das luzes".
Essa peça vai ficar no Largo do Camões. "É o coração da cidade, com oito metros por oito metros, que bate, representando o Bairro Alto. Tem iluminação de fibra óptica, o que é uma novidade em termos tecnológicos, e é esteticamente muito bonito", salientou.
"Nas outras zonas da cidade, cada uma terá uma cor do arco-íris para se criarem ambientes diferentes", referiu o administrador.
Segundo explicou, "tudo tem de ficar pronto até domingo, porque, embora ainda não haja uma data definida para ligar as luzes, isso deverá acontecer entre os dias 15 e 20 deste mês".
Além de Lisboa e Porto, a empresa de Jorge Castro também instala iluminações de Natal um pouco por todo o País, como, por exemplo, em Cascais, Almada, Vila Real de Santo António, Maia e em muitas outras localidades. E já ultrapassou fronteiras. O mesmo administrador revela que este ano as iluminações de Natal da cidade de Londres, no Reino Unido, também são da sua responsabilidade.
A sua empresa iniciou esta actividade em 1921, dedicando-se também a iluminações para festas, feiras e outros eventos, "mas no Natal é quando há mais volume de trabalho", confessou ao DN. "Nos últimos 20 anos, o volume de negócio e de trabalho tem estado sempre a crescer. E agora já estamos a entrar mais no mercado estrangeiro", concluiu.
O agrupamento que ganhou o concurso para instalar as luzes de Natal em Lisboa é formado por JCDecaux Portugal e pela empresa Castros Iluminações Festivas.
A Árvore de Natal Zon já está quase a ficar concluída no cimo do Parque Eduardo VII, mas já não é a mais alta da Europa porque teve de ficar mais baixa devido ao tráfego de aviões na área, soube o DN junto de fonte ligada ao projecto.
Mesmo assim, tem 44 metros de altura e é bem visível de vários pontos da cidade. Começou a ser construída a 19 de Outubro e tudo tem de ficar pronto até dia 29 para ser inaugurada entre as 20.30 e as 21.00. Essa festa será marcada com um espectáculo de pirotecnia, com música e fogo-de-artifício.
A árvore tem 1,625 milhões de microlâmpadas distribuídas por quase 130 quilómetros de cabos eléctricos e vão estar acesas todos os dias, entre as 17.30 e a 01.00, até 6 de Janeiro de 2010.
Esta obra de peso soma 217 toneladas e envolve cerca de 40 pessoas, implicando mais de 4700 horas de trabalho, revela fonte da Zon. Tem 1035 metros quadrados de cenário repartidos em 96 painéis que pesam 15 toneladas. Tudo isto obriga a recorrer a uma grua móvel de 40 toneladas.
Os cenários são da autoria de Abel Gomes, cenógrafo português que vive no Brasil e já trabalhou para a Rede Globo, assinou cenários de grandes concertos, como os dos Rolling Stones, e vários eventos no Brasil, como a Fórmula I e a visita do Papa.
Ao lado da árvore, a tenda Zon Kids promove festas infantis de entrada gratuita nos três primeiros fins-de-semana de Dezembro.»
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Esperava que este ano seja o princípio do fim das banalidades e abusos, mas parece que ainda não é desta, pelo menos no que toca ao bom gosto das decorações. Lá teremos que levar com os artefactos de gosto duvidoso (mínimo) dos últimos anos, mais a árvore gigantona e tudo o resto.
Só espero, realmente, que aberrações abusadoras do espaço público como aquelas que se efectuaram nos últimos anos, com publicidade a automóveis, bancos, operadoras de telemóvel, bem como aquela "cena" totalmente kitsch montada pela Misericórdia em pleno Rossio TENHAM ACABADO!
Arte hiper-realista no Rossio


Chegado por e-mail:
«"Encontra-se desde hoje exposta no Rossio uma nova peça de arte hiper-realista, de famoso autor anónimo.
Esta peça, intitulada "a insustentável existência", assemelhando-se a um lavatório de pé, é na realidade uma obra inovadora, provocante, reflexo da realidade urbana actual e do seu estado civilizacional.
O autor escolheu este local em particular em resposta a uma outra obra, mais antiga, intitulada "longa se torna a espera", contrapondo deste modo o seu acto abusivo com a passividade dos serviços competentes."
Ficções à parte, esta "obra" às 9h já se encontrava no local. A meio da tarde aí permanecia. Resta ver até quando.
À árvore falta-lhe metade da grelha da caldeira. Assim se encontra à demasiado tempo à espera de quem tem a sua responsabilidade.
Cumprimentos,
Rui Dias»
Ritz Clube está à venda por 1,5 milhões mas a freguesia promete lutar pela sala emblemática
Por Inês Boaventura
«Foi um cabaret de referência durante a ditadura e depois do 25 de Abril abriu-se a outros registos, como a música africana e o reggae
O Ritz Clube, uma casa de espectáculos emblemática de Lisboa encerrada há quase uma década por questões de segurança, está à venda por 1,5 milhões de euros. A imobiliária descreve o imóvel como "um antigo teatro", com 800 metros quadrados de área, que "necessita de obras totais".
Em 2005, cinco anos depois de o espaço na Rua da Glória ter fechado as portas para obras nunca concluídas, foi lançada uma petição na Internet pedindo a sua recuperação "segura, urgente e rápida". "Para que nós e Lisboa voltemos à alegria de conviver juntos", lia-se no texto, assinado por cerca de 1400 pessoas, muitas das quais do mundo da música.
As obras feitas na fachada e na cobertura do edifício quando era presidente da Câmara de Lisboa o socialista João Soares, lia-se na petição, "foram interrompidas no fim do mandato e não mais recomeçadas, por razões que têm a ver com algum desencontro resultante da nossa cultural burocracia". A este apelo a autarquia respondeu dizendo que iria avaliar a situação para ver o que poderia fazer.
Desde então nada se soube e o Ritz Clube acabou por ser colocado à venda, como alertou no seu blogue o Fórum Cidadania Lisboa. No anúncio patente na Internet diz-se que se trata de uma "oportunidade a não perder", mas além do imóvel e do facto de necessitar de "obras totais" nada se diz sobre as características do espaço ou a sua história.
O presidente da Junta de Freguesia de São José considera que o encerramento do "emblemático" Ritz Clube "é uma grande perda" para a cidade, mas manifesta a esperança de que o processo ainda possa ser invertido. "É uma boa altura para a Câmara de Lisboa tomar uma atitude", diz Vasco Morgado Júnior, sugerindo a aquisição do espaço para abrigar "grupos que procuram uma sala para ensaios ou pequenos espectáculos".
Em 2005, o jornalista Nuno Galopim escreveu um artigo onde defendia que "Lisboa não se pode dar ao luxo de perder uma sala como a do Ritz Clube" e lembrava que "as memórias do espaço remontam ao Estado Novo", altura em que era "um cabaret de referência nas noites da capital". Depois do 25 de Abril, conta, a sala "mudou de personalidade" e "garantiu um lugar de encontro com as músicas de África, mais tarde estabeleceu pontes com o reggae, espreitou mesmo novas bandas pop/rock". Nos últimos anos de actividade passaram pelo palco nomes como Da Weasel, Sérgio Godinho, Ena Pá 2000, Irmãos Catita e Peste & Sida.
Por proposta da Junta de Freguesia de São José, feita em 2008, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico abriu o processo de classificação do Ritz Clube, mas esta decisão acabou por ser revogada. O PÚBLICO pediu esclarecimentos sobre a matéria, mas não obteve resposta.
O alerta do Fórum Cidadania Lisboa, que pergunta se não haverá forma de salvar o espaço, tem tido eco em vários blogues. Num deles sugere-se a viabilização do projecto por um privado, com o apoio da Associação do Turismo de Lisboa.»
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Desde que não o dêem a La Feria, tudo OK.
Ordem quer que CML esclareça ranking de arquitectos que assinaram mais projectos
Por José António Cerejo
«"A dúvida não pode persistir", diz o presidente da Ordem para defender o cumprimento da decisão camarária que foi posta de lado por ser "impraticável". E desmente Manuel Salgado
O presidente da Ordem dos Arquitectos, João Rodeia, não está satisfeito com a forma como Manuel Salgado, vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa, arrumou a polémica da concentração em apenas quatro autores de centenas de processos de licenciamento entre 2004 e 2007. Como o PÚBLICO já noticiou, Salgado decidiu não levar por diante a "reapreciação jurídico-técnica" de todos esses dossiers - que a câmara deliberou mandar fazer em Janeiro de 2008 - por considerar a tarefa "impraticável", devido à sua dimensão, uma vez que se tratava de "cerca de mil processos".
A questão foi levantada no relatório da sindicância aos serviços de Urbanismo e centrava-se no facto de o ranking dos arquitectos que mais projectos apresentaram à CML em 2006 ter à cabeça duas jovens (uma com 31 anos e outra com mais três ou quatro), ambas "com ligações familiares ou outras a antigos técnicos do município". Para além destas recordistas, que subscreveram mais projectos do que ateliers com "dezenas de trabalhadores", havia entre os dez primeiros dois octogenários, um deles que tem presentemente 84 anos.
Em meados do mês passado, Salgado adiantou que, afinal, o número de processos desses autores somava perto de 1200 no triénio em causa - sendo que o director municipal de Gestão Urbanística, Gabriel Cordeiro, corrigiu essa informação, reduzindo o número para cerca de 800, enquanto um mapa dos servicos contabilizava apenas 199. Há duas semanas, o mesmo director esclareceu em reunião de câmara que o número correcto andaria pelos 500, avançando uma série de explicações técnicas para tanta confusão.
Embora a sindicância não tenha identificado os quatro arquitectos, o PÚBLICO localizou-os e confirmou os seus nomes junto de Gabriel Cordeiro. As explicações ouvidas depois da boca de dois deles e a fraca credibilidade das informações camarárias, que nem sequer distinguem a natureza dos processos, ou a área de construção que envolvem, fazem, porém, pensar que as constatações feitas na sindicância podem ter várias leituras, que nem sempre passam pelo tráfico de influências ou outras ilegalidades.
Na perspectiva de João Rodeia todos estes factos reforçam a necessidade de "esclarecer cabalmente o assunto", defendendo, como já tinha feito numa carta no PÚBLICO, "que os serviços da CML têm a responsabilidade e o dever de fazer cumprir a deliberação unanimemente aprovada pelo executivo", porque "a dúvida não pode persistir" e "todos têm direito ao bom-nome" até prova em contrário.
Anteontem, Rodeia acrescentou que, ao contrário do que Salgado antes afirmou, a Ordem nunca recebeu nenhum pedido de colaboração da câmara para reanalisar os processos em causa, razão pela qual não o poderia ter rejeitado "por falta de meios", como disse o vereador. "Informalmente foi-nos pedido para colaborarmos com a câmara na área dos licenciamentos, mas sobre este assunto nunca falámos", concluiu. Gabriel Cordeiro, por seu turno, insistiu em que, embora não tenha sido ele a fazê-lo, "foi feito um contacto informal com alguém dos órgãos directivos da Ordem [sobre a reapreciação daqueles processos]", que também não sabe quem seja.»
10 de Nov de 2009
«VENDE-SE CASA & VENDE-SE AUTARCA»
Plano de Pormenor PMayer/resposta ao Sr. Vereador Manuel Salgado

Exmo. Sr. Vereador Arq. Manuel Salgado
C.c. Presidente da CML
C.c. Vereadora da Cultura
C.c. Assembleia Municipal de Lisboa
C.C. Junta de Freguesia de São José
No seguimento da resposta de V.Exa. (http://cidadanialx.blogspot.com/2009/11/plano-de-pormenor-do-parque-mayer.html) ao nosso comunicado (http://cidadanialx.blogspot.com/2009/09/plano-de-pormenor-do-parque-mayer.html) sobre o plano de pormenor mencionado em epígrafe, que agradecemos, vimos por este meio renovar três preocupações que ainda temos e que gostaríamos que a CML resolvesse em prol de uma Lisboa cuja identidade arquitectónica e cujas vivências importa preservar.
1. Aumento das cérceas na Rua do Salitre e no enfiamento da Rua da Escola Politécnica com a Rua da Imprensa Nacional
Compreendemos que uma empreitada destas dimensões tenha que se sustentada financeiramente (por via das receitas de taxas decorrentes de ampliações de edifícios, por via da edificação de hotéis, etc.), sobretudo nos tempos que correm de restrições orçamentais. No entanto, não podemos deixar de acentuar, mais uma vez, que o conceito de "média" em termos de cérceas pode ser perigoso e assumir-se como um precedente grave, de concepção urbanística de Lisboa. Também julgamos que é tempo da CML mudar o paradigma do alinhamento das cérceas pelo imóvel mais alto de um arruamento. Não faz sentido alinhar pelo erro urbanístico. Existem na Europa bons exemplos de como baixar as cérceas dos edifícios cuja altura constitui um indiscutível erro do passado (ex: prédio do Centro Jean Monnet).
A média de cérceas na Rua do Salitre é alta por força de 3-4 edifícios do passeio norte da mesma rua, designadamente o edifício do Centro Jean Monnet e os edifícios da esquina com a Rua Castilho. Já o passeio sul é composto por prédios de altura variada, e daí talvez a riqueza urbanística da rua. Forçar-se um alinhamento de cérceas por via da subida da generalidade dos prédios do passeio sul, parece-nos um erro estratégico no planeamento urbano da cidade e lesivo da Lisboa que sempre conhecemos. O mesmo acontece nos edifícios junto ao portão norte da Escola Politécnica/ Rua da Imprensa Nacional.
Acresce ainda o facto de que o aumento da volumetria dos imóveis na Rua do Salitre alteraria os padrões de circulação de ar algo que a Universidade de Lisboa, e a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, têm repetidamente alertado pois afectará o micro-clima essencial à sobrevivência das espécies do Jardim Botânico.
2. Esventramento da alameda Sul da entrada da Escola Politécnica
Como é do conhecimento de V.Exa. a falta de estacionamento automóvel e o excesso de automóveis no centro de Lisboa não se resolve com a construção estacionamento em subsolo, muito pelo contrário. Inclusive, os índices do PDM em vigor estão obsoletos, já que a serem seguidos implicariam um aumento exponencial de parques de modo a que existisse, teoricamente, um lugar de estacionamento por habitante. Isso seria fatal para Lisboa.
Muito menos é justificável o esventramento da alameda sul da Escola Politécnica, quando se sabe que quem estaciona actualmente à superfície naquele local (e isso já de si deveria ser proibido) não reside no local, apenas trabalha dentro daquele recinto. Sendo a zona bem servida de transportes públicos, menos se aceita esse argumento. Positivo em termos de mobilidade para Lisboa e para os lisboetas será, isso sim, a reabertura do eléctrico E-24.
Acresce que a Liga dos Amigos do Jardim Botânico se manifesta totalmente contra a abertura de caves para estacionamento na alameda da entrada Sul porque não só iria implicar o abate de várias espécies mas também por confinar com o Jardim do México, zona muito sensível e onde existem dois dragoeiros notáveis.
Parece-nos, ainda, que toda esta confusão resulta de uma deficiente estratégia camarária em relação à Avenida da Liberdade e zona envolvente, continuando a esquecer-se, por exemplo, do subaproveitamento dos parques subterrâneos da Rua Mouzinho da Silveira e do próprio Marquês de Pombal, em especial durante a noite, que prejudica seriamente os moradores da zona os quais, embora poucos, se pretende sejam muito mais. Seria conveniente remodelar o seu funcionamento, concertando preços especiais para moradores, por exemplo.
3. Construção de um anfiteatro para 2.000 lugares no futuro Parque Mayer
Não nos parece desejável a construção de semelhante equipamento, seja à superfície seja no subsolo, seja por força de organização de mega-congressos para viabilização económica das futuras unidades hoteleiras. Parece-nos, assim, um desperdício de dinheiros e empenhos havendo, como há, uma série de problemas a nível dos equipamentos culturais que existem naquela zona, a saber:
- Cine-Teatro Capitólio - sala em relação à qual a CML, e bem, tem anunciado ser a futura "âncora" do Parque Mayer;
- Teatro Variedades - sala ainda em indefinição quanto à sua recuperação e/ou transformação;
- Cinema São Jorge - o seu subaproveitamento em termos de programação e ocupação das diferente valências deste equipamento cultural, aliado ao facto de se aguardar que a CML cumpra o seu compromisso de recuperar a sua estrutura de sala única, e, portanto, o regresso a uma sala de quase tantos lugares como o anfiteatro de 2.000 lugares anunciado neste Plano de Pormenor;
- Cinema Odéon - sala belíssima que urge resgatar para os lisboetas, sob pena de se perder a única sala Arte Déco de Lisboa, genuína e praticamente intacta. Acresce, aliás, que sendo os seus proprietários também proprietários de um dos lotes da Rua do Salitre que são parte integrante deste Plano de Pormenor, mais se exige à CML os seus bons ofícios no sentido de, via negociação com aqueles, assegurar que esta sala de cinema é para restaurar e devolver à cidade (porque não como "a" sala do cinema indie?);
- Cine-Teatro Tivoli - embora privado, é conhecida a sua fraca programação, nada consentânea com o historial desta sala projectada por Raul Lino;
- Ritz Clube - sala carismática da “noite lisboeta”, actualmente à venda, apesar dos movimentos de artistas e dos protestos vindos a público em 2005 por altura do seu fecho, exactamente na altura em que a própria CML vinha a patrocinar pequenas obras de recuperação do recinto.
Resumindo, achamos que investir-se milhões de euros num novo equipamento cultural no Parque Mayer quando há todos estes problemas apresentados, todos eles de resolução difícil, é uma hipótese que deve ser defnitivamente abandonada no Plano de Pormenor em apreço.
Na expectativa, subscrevemos-nos com os melhores cumprimentos.
Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Miguel Atanásio Carvalho, José Morais Arnaud, Júlio Amorim, António Branco Almeida, João Chambers, Filomena Torres, Pedro Gomes, Luís Marques da Silva
Roseta propõe análise prévia pelos eleitos dos projectos para imóveis protegidos
Por Inês Boaventura
«Os vereadores Helena Roseta e Fernando Nunes da Silva recomendaram à Câmara de Lisboa que os processos relativos a imóveis referidos no Inventário do Património Municipal, que, segundo a delegação de competências ontem aprovada, deixam de ser discutidos em sessão camarária, sejam disponibilizados a todas as forças políticas uma semana antes de o vereador do pelouro tomar uma decisão. Segundo esta metodologia, a matéria só será submetida ao executivo se algum dos eleitos o requerer.
Helena Roseta, independente eleita na lista do PS, garante que este "procedimento alternativo", que diz ter sido inspirado na sua experiência como presidente da Câmara de Cascais, foi bem recebida por Manuel Salgado, que detém a pasta do Urbanismo. A vereadora e Nunes da Silva recomendaram ainda que, "enquanto não forem aprovados novos regulamentos sobre espaço público e publicidade", o vereador do pelouro não delegue nos serviços decisões sobre pedidos de licenciamento de arraiais, romarias, bailes, provas desportivas e outros divertimentos organizados em espaços públicos ao ar livre, evitando que esta "matéria sensível" seja atribuída a "um rosto anónimo".
Na primeira reunião do novo executivo foi aprovada a proposta que determina o número de assessores e administrativos ao serviço de cada agrupamento político e de cada vereador, bem como a sua remuneração. António Costa admite que o limite sofreu, em relação ao que vigorava desde 2007, "um ligeiro aumento", que atribui ao facto de haver mais vereadores com pelouro.
A proposta foi aprovada com os votos contra do PSD, que foi a única força política que optou por não prestar esclarecimentos aos jornalistas no fim da reunião, e com a abstenção do CDS. Já o comunista Ruben de Carvalho considerou a solução adoptada "razoável", salientando que contar com apoio técnico e administrativo "é uma necessidade de trabalho e não uma regalia que se conquista mediante um número determinado de votos".
O eleito da CDU e António Carlos Monteiro, do CDS, sublinharam que as propostas que vão ter que estudar para preparar as reuniões são as mesmas que qualquer outro vereador, recusando assim a tese dos eleitos do PSD, que terão dito que se sentiam prejudicados com as limitações impostas.»
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Uma boa notícia, cujos resultados práticos apenas a prática o dirá. Pressupõe que coisas como a demolição recente do palacete da Avenida Duque de Loulé não aconteçam mais.
Tribunal de Contas critica subfinanciamento da Carris mas destaca melhoria do serviço
Por Inês Boaventura
«Auditoria recomenda a adopção de um plano para a mobilidade e de um novo sistema de bilhética, bem como o saneamento financeiro da empresa
O Tribunal de Contas (TC) concluiu que o Governo tem vindo a impor à Carris a prestação de serviço público, "que ela cumpre com padrões de crescente qualidade", e a prática de determinados tarifários sem fornecer "o financiamento necessário, não contratualizando as obrigações de serviço público e, consequentemente, não assumindo uma obrigação sustentada ao seu financiamento", nomeadamente repondo o capital social perdido. Esta é uma das conclusões da auditoria realizada à Carris entre 2003 e 2007, período no qual a empresa "perdeu 40,4 milhões de passageiros", apesar de ter recebido do Orçamento do Estado 201,4 milhões de euros e de ter aumentado a sua dívida bancária em 242,3 milhões.
O TC considera que assim se prova que "os investimentos que têm vindo a ser realizados nas empresas públicas de transporte urbano não estão a ser capazes de fidelizar e captar utilizadores", acrescentando que a solução passa por "complementar esses investimentos com outras medidas que visem a criação e a dinamização de um sistema de mobilidade eficaz".
Falta intermodalidade
Em Lisboa, critica o TC, "não é possível afirmar que exista um sistema de intermodalidade", verificando-se que "as empresas vão-se adaptando, reactivamente, às alterações das ofertas umas das outras, não havendo prévia concertação entre as respectivas ofertas". Na auditoria considera-se ainda "excessiva" a diversidade de tarifários, que "não estimula a intermodalidade, não potencia a utilização dos transportes públicos nos percursos não habituais".
No relatório datado do fim de Setembro, os auditores lembram que a repartição da receita resultante da venda dos passes intermodais "é feita com base em dados recolhidos em inquéritos realizados em 1989", o que faz com que "as operadoras mais utilizadas pelos detentores dos passes estejam a ser financeiramente penalizadas por estarem a financiar as menos utilizadas".
Em relação à Carris, o TC destaca que a empresa presta "um serviço de crescente qualidade", tendo a taxa de cumprimento dos serviços ultrapassado os 99 por cento, sendo certo que o transporte individual, "que lhe retém potenciais clientes e lhe prejudica a regularidade e a celeridade do serviço", é o seu "forte concorrente". Na auditoria, a transportadora é criticada por ter limitado o acesso aos seus autocarros a clientes com bagagens de uma determinada dimensão, mas também por ter uma provedoria do cliente sem "independência e autonomia" e que não está "fisicamente acessível".
No capítulo das recomendações, o TC apela ao Governo para que "impulsione a formalização célere de um plano estratégico para a mobilidade da área metropolitana de Lisboa" e "fomente a implementação de um sistema de bilhética e de zonamento tarifário comum às operadoras de transporte público urbano". Os auditores recomendam ainda que, "quando oportuno", se proceda ao saneamento financeiro da empresa e à reposição do seu capital próprio. À empresa pede-se que pondere a eliminação de "benefícios, subsídios e prémios que não incrementam nem a produtividade nem a qualidade do desempenho".»
...
A Carris, na parte que me interessa, continua a ter 3 defeitos graves:
1. Transporta os passageiros como se de gado se tratasse.
2. Não cumpre horários.
3. Polui sistematicamente o ar que respiramos.
São contas de outro rosário, sei.
9 de Nov de 2009
Lisboa secular




Caros Amigos,
A primeira imagem ilustra um caso positivo de "conservação" com respeito para tipologias e materiais.( no entanto o indispensável cabo-liana pendurado, não podia faltar no horizonte Lisboeta)
Já perceberam onde é . Em frente desenvolve-se esta magnifica ruela. Este é um exemplo de um dos "arcos" de entrada de Alfama.
Agora que "se ouvem" rumores de uma maior apreciação turística de Lisboa baseada na autenticidade, o estado destes "Arcos" no que respeita a higiene é frequentemente lamentável, pois são utilizados como depósito de lixo.
Ainda uma outra imagem de um outro "Arco" com magnifica muralha medieval e edificado agregado de forma orgânica e pitoresca.Cheguei a ver a magnifica varanda com "machicoulis" defensivo ",coroada" com uma janela de aluminio.
E para terminar uma imagem de uma grave, mas frequente, "pseudo-recuperação", ilustração de uma confusa ausência de valores e referências. Pequeno edifício na zona da Casa dos Bicos e do prédio das "varandas", completamente "plastificado", "assucatado" e "achurrascado", com cantarias pintadas, as famigeradas janelas de pvc-plástico, cabos pendurados como lianas, conhecido "cacho" de caixotes de ar condicionado ... São precisamente conjuntos de edifícios desta pequena escala, que determinam a imagem patrimonial de uma cidade europeia com Património Secular ... Aqui, em Lisboa, cada um faz o que quer.
Saudações Lisboetas e preocupadas.
António Sérgio Rosa de Carvalho
Cave da Estação do Oriente serve de "casa" para dezenas de pessoas
CRISTIANO PEREIRA E CATARINA CRUZ
«No piso -2, da galeria pedonal da Estação do Oriente, em Lisboa, há um túnel de acesso ao terminal rodoviário.
É um corredor com cerca de 80 metros e onde diariamente dormem dezenas de pessoas deitadas em cartões e embrulhadas em cobertores. Gente sem casa, sem dinheiro, muitos sem família, à deriva. Cada um tem o seu drama: falta de emprego, doenças, problemas de documentação, por aí fora. Há portugueses, africanos, romenos, indianos. São quase todos homens, dos 20 aos 70 anos. Mas há, também, quem tenha trabalho, mas ali viva temporariamente até conseguir juntar o suficiente para conseguir pagar um quarto. O JN passou algumas noites junto destes Sem Abrigo e tentou perceber o que ali os levou e o que pretendem fazer para dali sair.
Alguns deles têm um aspecto perfeitamente normal, longe da imagem pré-concebida que vem à mente de cada vez que pensamos num sem abrigo. Quem se cruzar na rua com Fernando, de 22 anos, jamais pensará que dorme num corredor de uma estação. Mas pernoita ali "já lá vai um ano e tal". Fernando vivia nas Beiras. Os pais morreram e os tios não gostavam dele. Mudou-se para Lisboa à procura de melhor sorte. Sem dinheiro, sem amigos e sem tecto onde dormir. "Passava as noites a tentar adormecer nos autocarros nocturnos", conta. Numa dessas noites, o autocarro levou-o à Gare do Oriente. "Estava um bocado assustado, com medo de adormecer, mas na segunda noite houve um senhor que veio ter comigo para me dar um cobertor e perguntar se eu tinha fome". É visível a solidariedade e espírito de entre-ajuda entre aqueles que ali dormem. O JN testemunhou, por várias ocasiões, a partilha de alimentos, cobertores, pedaços de cartão. "Somos unidos", confirma Fernando. "Comemos o que temos, partilhamos o que temos: se só tivermos uma sandes, a sandes é partida ao meio". (...)»
Incêndio em edifício que Refer tem devoluto há anos
«As labaredas tomaram ontem conta dos últimos pisos do edifício apalaçado que a Rede Ferroviária Nacional (Refer) mantém devoluto nas imediações do Museu do Azulejo, em Lisboa, há vários anos.
Situado na Travessa do Recolhimento Lázaro Leitão, o antigo infantário da CP encontrava-se desactivado desde 2002 ou 2003, de acordo com informações da empresa responsável pelas infra-estruturas ferroviárias nacionais - cuja porta-voz não conseguiu, por ontem ser domingo, obter informações sobre o destino que vai ser dado ao imóvel. De acordo com a mesma fonte oficial, o incêndio terá deflagrado ao nível do sótão, ignorando-se a sua origem. "Provocou alguns estragos, mas não afectou a estrutura do edifício", explicou. Uma moradora da mesma rua conta que o local era frequentado por toxicodependentes, algo que a porta-voz da Refer nega: "As portas estavam fechadas e não havia sinais de intrusão. O edifício estava fechado, não abandonado." Os bombeiros - num total de 25 elementos e seis viaturas - foram chamados às 18h40, tendo demorado mais de uma hora a combater as chamas. A.H.»
Câmaras mais dependentes do imobiliário na Grande Lisboa
Por Jorge Talixa
«Autarquias de Lisboa e Vale do Tejo possuem características muito próprias na forma como obtêm e gastam os seus recursos financeiros
Península de Setúbal gasta mais com pessoal
As câmaras da Grande Lisboa dependem mais dos impostos directos e dos ligados ao imobiliário, liderados pelo concelho de Cascais. Esta é uma das conclusões de um estudo sobre a execução orçamental dos 51 municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo.
O estudo Câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo-Análise Financeira da Execução Orçamental 2006/2007, realizado no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, foi coordenado por Carlos Santos Sousa e Carla Gonçalves. No documento admite-se que uma avaliação de dois anos é "insuficiente para se projectar uma tendência de evolução", mas sublinha-se que o poder local tem sofrido "importantes mudanças", com um significativo aumento das verbas movimentadas, especialmente fruto das suas novas atribuições e competências.
O estudo divide os 51 municípios da região em cinco zonas principais - Grande Lisboa (oito concelhos do Norte da área metropolitana), Península de Setúbal (nove municípios da AML), Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste -, com desigualdades demográfica e económico-social, mas sujeitas a uma polarização metropolitana.
Em 2006, estas 51 câmaras geraram uma receita total de 2303 milhões de euros, valor que subiu cinco por cento no ano seguinte, enquanto as despesas aumentaram dois por cento. O decréscimo proporcional no investimento está relacionado com a diminuição de fundos comunitários.
Os autores do estudo, concluído no passado Verão, avaliaram o peso das receitas ligadas ao imobiliário nos orçamentos municipais. E os resultados não fugiram muito ao esperado, mas salientam que esta é, porventura, a fonte de receita "mais exposta às oscilações conjunturais da economia". Classificando como imobiliário as verbas de IMI e de IMT e as taxas de loteamentos e obras, o documento conclui que os municípios da Grande Lisboa são claramente mais dependentes destes recursos. Quatro deles - Cascais (62%), Loures, Sesimbra e Odivelas - têm mesmo mais de metade das suas receitas de 2007 nesta origem. No plano oposto, o Sardoal não vai além dos seis por cento, seguido por Vila Nova da Barquinha e Chamusca, com oito. A Grande Lisboa dependia no exercício de 2007 em 46% das receitas do imobiliário, seguida pela Península de Setúbal, com 45, o Oeste com 33, a Lezíria, com 26, e o Médio Tejo, com 21.
Investimento no Oeste
As câmaras do Oeste - 31 por cento das suas receitas totais em 2006 e 30% no ano seguinte - e do Médio Tejo - 36% em 2006 e menos dez por cento no ano seguinte - foram as que mais canalizaram verbas para investimento. Seguem-se as câmaras da Lezíria, com 27% em 2006 e 20 no ano seguinte. A Península de Setúbal desceu, no mesmo período, de 19 para 18% e a Grande Lisboa subiu de 14 para 15%, o que significa que, em média, são estes municípios mais populosos que menor parcela das suas receitas destinam ao investimento.
As câmaras da Grande Lisboa são as que mais dependem dos impostos directos (IMI, IMT, imposto sobre veículos e derrama) - 56% das receitas anuais em 2007 - e mais marcantes em municípios como Cascais, Oeiras (mais de 60%), Lisboa, Sintra e Odivelas (50 a 60%). As autarquias da Lezíria e do Médio Tejo são as mais dependentes das transferências do Orçamento do Estado e de fundos comunitários. Sardoal, Ferreira do Zêzere, Vila Nova da Barquinha, Constância e Chamusca não atingem dez por cento de receitas de impostos directos e dependem muito das transferências (78% no Sardoal e 70% em Ferreira do Zêzere).»
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Pois é e o pior é o resto, e esse já sabemos o que é. Quando é que acaba? Talvez nunca.
8 de Nov de 2009
LISBOA: 1 mês depois das eleições
Moradores sem paciência para as festas na Jukebox
Os moradores da Rua da Fé, em Lisboa, estão impacientes com o comportamento dos jovens que frequentam as festas Jukebox. Dizem que partem garrafas e que armam desacatos. A organização fala em "gente pacata".
São festas já famosas no circuito rock'n'roll: todas as matinés de sábado, um antigo ginásio da Sociedade Filarmónica João Rodrigues Cordeiro, em Lisboa, é cenário das festas Jukebox, evento que junta centenas de jovens adeptos do rock alternativo de inspiração gótica e vagamente punk e uma pequena representação da tribo do heavy metal.
O sucesso da Jukebox é visível: enquanto lá dentro muitos dançam, não falta gente na rua, sentada, a conviver, no "engate", enfim, a rock'n'rollar. Só que os vizinhos andam inquietos.
"Começamos a ter aqui problemas com desacatos que se criam e situações de sexo ao vivo", disse, ao JN, José Silva, que mora "parede com parede" com a colectividade. Diz estar cansado dos excessos da juventude. "Eles chegam a um ponto em que estão de tal forma alcoolizados que não ligam a mais ninguém", acusou, citando um caso recente de duas raparigas que foram apanhadas a fazer sexo oral à porta de sua casa. Mais ainda: "Eles partem as garrafas de cerveja contra as paredes e urinam na via pública".
"Nós, moradores, estamos fartos de tentar um bom diálogo", lamentou José Silva. Conta que, há uns dias, foi chamar a atenção a uns jovens que estavam a partir garrafas. "Ainda fui cuspido e agredido", desabafa.
O morador disse ao JN que está a preparar um abaixo-assinado para entregar na Câmara e frisou que a intenção não é fechar a colectividade: "O que nós gostaríamos é que o directores da colectividade chegassem à conclusão que há outras hipóteses de sobrevivência que não esta que cria confusão", explicou. José Silva recordou que não há muito tempo foi falar com um dos jovens que organiza estes eventos. "Mas ele disse-me: "Ó bacano, faz queixa a quem quiseres porque o meu pai é da ASAE!", contou, revoltado.
"Os exaustores do local onde fazem o evento dão para o meu jardim", confessou ainda, "e se eu quisesse fumar uma ganza bastava encostar a minha cara junto à saída dos exaustores!".
O JN passou ontem pelo local onde se realizava mais uma festa. O ambiente estava animado, é certo, mas não testemunhámos qualquer problema ou situação anormal: basicamente era juventude a divertir-se normalmente. Pormenor relevante: ninguém podia sair para a rua com garrafas de vidro; o porteiro, jovem vagamente metaleiro, fazia questão de verter a cerveja para um copo de plástico.
Dina Pereira, uma das responsáveis pela festa, refutou as acusações dos moradores e disse que ali a juventude "é gente pacata". Assume, todavia, que possam ser partidas garrafas na rua mas lembra que são trazidas de outros locais. Além disso, frisou que no final de cada festa, há sempre alguém da organização que vai à rua limpar o lixo ali deixado.
In JN
CARRIS
Relatório de auditoria do Tribunal de Contas, sobre a CARRIS.
Dados impressionantes e preocupantes; entre 2003 e 2007 a CARRIS perdeu cerca de 40.000.000 de passageiros, mas o seu endividamento aumentou exponencialmente.
7 de Nov de 2009
POSTAIS DA BAIXA: Rua da Padaria
PIC-NIC nos passeios do ROSSIO
6 de Nov de 2009
Ritz Clube. Att. da CML:




Hoje está à venda, como se atesta aqui, descrito como "oportunidade a não perder".
Em 2005 eram só esperanças, houve protestos e mobilização mas a CML, nicles, chutou para o lado, apesar do imóvel ter estado para ser classificado, até que há pouco tempo o IGESPAR decidiu encerrar o processo de classificação em curso.
É uma pena que estando o Plano de Pormenor do Parque Mayer não tenha em consideração esta sala carismática da "noite lisboeta" quando ela até está a pouquíssimos metros da zona abrangida pelo PP, i.e, na Rua da Alegria. Que diabo, não há forma de salvar aquilo?


